Através de fontes policiais em Mato Grosso, o site Folha do Sul Online obteve a informação de que o homem preso em Vilhena esta semana, suspeito de ser o autor do disparo que matou o menino Victor Davy da Silva Pedrosa, de 12 anos, foi preso na cidade de Cáceres em 2022.
Pablo H. N. F., que nega ter matado Victor, prestou depoimento, mas o que ele disse ao ser interrogado está sendo mantido em sigilo. O comparsa dele na execução do garoto ainda não foi identificado, mas está sendo caçado em toda a cidade.
Segundo apurou a reportagem, três anos atrás quatro faccionados do PCC foram presos e dois adolescentes apreendidos por policiais militares de Cáceres, logo após um duplo homicídio na cidade mato-grossense. Na época, os suspeitos tinham entre 16 e 25 anos, e estavam com revólveres calibre 38 e 32, diversas munições, porções de drogas, balança de precisão e luva. Pablo fazia parte do grupo de faccionados.
Um dos menores contou, na ocasião, que as armas apreendidas haviam sido usadas para matar os mecânicos Sandro Gonçalves Perine, 34, e Arison Rafael Ramos da Silva, 22 (AMBOS NA FOTO), que teriam sido executados por engano por faccionados do Primeiro Comando da Capital (PCC). O crime aconteceu no bairro Cavalhada, em Cáceres.
Durante depoimento, os presos disseram que as vítimas foram mortas por engano e que o alvo seria outro mecânico, que trabalhava na mesma oficina. Segundo eles, esse outro mecânico pertence ao Comando Vermelho, facção rival. As duas organizações ainda protagonizam uma “guerra” em Cáceres, conforme o delegado Marlon Richer Nogueira.
Os faccionados acreditavam que esse mecânico tinha relação com o ataque dentro de um bar lotado, em Cáceres. O atentado aconteceu na noite de 3 de junho de 2022, e três pessoas acabaram baleadas. Em decorrência do ataque, a técnica de enfermagem Luiza Gonçalves Veloso, de 39 anos, morreu após 15 dias internada.
ATENÇÃO!
Apesar da apreensão das armas, e da confissão do adolescente de que elas teriam sido usadas no duplo homicídio, a polícia de Mato Grosso não confirmou a participação de Pablo no crime. Mas a investigação do caso, em Vilhena, acompanha os processos judiciais que o envolvem em crimes no Estado vizinho.