Policial Penal é condenado a 24 anos de prisão por matar italiano à tiros; ex-mulher que queria fazenda é investigada

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Alessandro Carrega Dal Pozzo era produtor rural em Barra do Garças — Foto: Reprodução/Facebook

O policial penal Célio Mariano Cardoso Torres foi condenado nessa terça-feira (11) a 24 anos de prisão em regime fechado por matar o empresário italiano Alessandro Carrega Dal Pozzo, de 66 anos, em Barra do Garças, a 516 km de Cuiabá. O crime ocorreu em 2016 por disputa patrimonial.

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A ex-mulher do empresário também é acusada por envolvimento na morte dele. Ele foi encontrado com marcas de tiro no dia 5 de agosto de 2016, em estado avançado de decomposição, no Bairro Jardim das Mangueiras.

O acusado foi a júri popular na Primeira Vara Criminal da Comarca de Barra do Garças. Na decisão, o juiz Douglas Bernardes Romão cita que Célio invadiu a casa do italiano, o que elevou a pena em dois anos.

Além disso, foi elaborado um esquema para a execução de Alessandro. Segundo o documento, o casal contratou, mediante pagamento em dinheiro, uma terceira pessoa para matar o italiano, além de fornecer a arma de fogo que foi utilizada no crime.

Célio e a mulher tentaram incriminação o advogado da vítima à época dos fatos. Conforme a decisão, o casal ofereceu o pagamento de R$ 100 mil para que uma testemunha apresentasse uma falsa versão dos fatos incriminando o advogado.

Com isso, o juiz elevou a pena em quatro anos pela premeditação, incriminação injusta de terceira pessoa e ameaça a corréus e testemunha no curso das investigações.

Pelo homicídio qualificado a pena é de 18 anos. No entanto o juiz decidiu a pena provisória em 24 anos de reclusão em regime inicial fechado. Também foi negado o direito de recorrer em liberdade. O acusado também perdeu o cargo público de policial penal.

Alessandro Carrega Dal Pozzo era produtor rural em Barra do Garças — Foto: Reprodução/Facebook

Relembre o caso

Após a morte do empresário, o casal foi preso em outubro de 2016 e tiveram a prisão prorrogada duas vezes, mas foram soltos. Para a polícia, desde o início das investigações os dois eram tidos como os principais suspeitos, visto que era os únicos desafetos da vítima.

Poucos dias após a morte do italiano, a ex-mulher dele entrou com uma ação de inventário dos bens, “sendo essa a cristalina motivação do crime, ou seja, natureza de disputa patrimonial”, de acordo com o inquérito da Polícia Civil.

Segundo as investigações, Dal Pozzo e a ex-mulher brigavam na Justiça após o término do relacionamento. Ela requeria o direito de posse da fazenda da vítima, que era registrada no nome dela. Além disso, de acordo com a Polícia Civil, a ex-mulher do italiano comprou uma fazenda de R$ 2,5 milhões. O montante é superior ao valor recebido por ela após acordo judicial com o ex-marido.

Investigação

Durante mandado de busca e apreensão na casa do casal, foram encontrados objetos que poderiam estar ligados ao crime. Após perícia técnica, foi constatado que uma bota da ex-mulher de Dal Pozzo, era compatível com uma pegada deixada no local do crime.

De acordo com a polícia, outra evidência que liga o casal ao crime é que a caminhonete da vítima foi furtada três dias depois e que a placa do veículo foi encontrada em uma propriedade rural do casal. Além disso, um dinheiro sacado pelo suspeito, tenha sido usado para pagar os executores do crime.

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