‘Hora e local errados’, diz MP sobre estudante de Mato Grosso morta com tiros de fuzil no Paraguai; chacina matou 4

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Três meses depois do crime que vitimou a estudante mato-grossense Rhannye Jamilly, de apenas 18 anos, em Pedro Juan Caballero, Paraguai, as investigações seguem sem conclusão.  

A chacina chocou moradores brasileiros e paraguaios, por conta da violência e pelo fato de ser realizado em via pública. Na ação, os atiradores se aproximaram do carro em que as vítimas estavam e as ‘metralham’. Rhannye Jamilly foi executada com pelo menos 10 tiros de fuzil.

Além da mato-grossense, mais três pessoas morreram na chacina. O paraguaio Omar Vicente Álvarez Grance, de 32 anos, a filha do governador do Departamento de Amambay, Haylee Carolina Acevedo Yunis, 21 anos, e outra brasileira, Kaline Reinoso, de 22 anos, de Dourados (MS). (Relembre aqui)

Conforme o site G1 Mato Grosso do Sul, um representante do Ministério Público do Paraguai afirmou que Rhannye, Haylee e Kaline estavam “no local e horas errados”. “As jovens não tinham nada a ver com crime, foi uma morte trágica. O alvo da chacina era outra pessoa”.

A fonte consultada foi mantida em sigilo por questões de segurança. Ela diz que as investigações da chacina são apontadas como “complexas”, pois envolvem a filha de um governador e são relacionadas a uma grande facção criminosa que atua de forma ostensiva no Paraguai.

“Esta investigação, pela complexidade, é um tanto meticulosa, até mesmo por envolver pessoas ligadas a autoridades, mandamos este caso a Assunção. A execução tem a ver com crime organizado. Então, segue em investigação em Assunção”, detalha.

Além disso, outro fato que impede o desenrolar do caso é a falta de testemunhas. “As pessoas estão acostumadas a escutar sobre execuções, nós nos preocupamos. As pessoas não ajudam com informação, têm medo. É muito difícil fazer o trabalho aqui”, desabafa a fonte do MP no Paraguai.

Até agora, seis brasileiros suspeitos de envolvimento na chacina foram presos. Um deles é “autor intelectual” do crime e a “pessoa que fazia a vigia para avisar os pistoleiros da hora do crime”.

As investigações continuam.

Via Repórter MT
Por João Aguiar

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