Dois anos do caso Antonieli: Julgamento de acusado de matar grávida para não assumir paternidade segue sem data definida

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Gabriel Henrique Santos Souza Masioli e Antonieli Nunes Martins — Foto: Reprodução/Facebook

Dois anos após o assassinato de Antonieli Nunes, em Pimenta Bueno (RO), a família ainda aguarda a marcação de uma data para o julgamento do caso. O réu, Gabriel Henrique, é acusado de matar Antonieli para não assumir a paternidade do filho que ela esperava.

Gabriel foi pronunciado há mais de um ano. A sentença determina que ele seja submetido a júri popular por feminicídio cometido por motivo torpe, meio cruel e recurso que dificultou a defesa da vítima. Gabriel também é acusado pelo crime de aborto, já que Antonieli estava grávida.

Desde a pronúncia, a defesa de Gabriel entrou com recursos pedindo, entre outros pontos, a nulidade do depoimento que ele deu à polícia no dia do crime e a exclusão de qualificadoras como a do aborto.

Recentemente, dois recursos foram apresentados pela defesa de Gabriel em instância superior, ou seja, pedindo que os argumentos sejam analisados pelo Supremo Tribunal Federal (STF). O desembargador relator deve analisar os recursos e decidir se encaminha o caso para a instância superior.

A advogada e assistente de acusação, Débora Cristina, informou que, havendo esse juízo de admissibilidade, o recurso sendo recebido e remetido à instância superior, eles devem peticionar requerendo que o processo retorne para que Gabriel seja remetido ao tribunal do júri.

O Tribunal de Justiça de Rondônia confirmou que os recursos foram apresentados na última semana, mas ainda não foram analisados pelo desembargador Álvaro Kálix.

Apesar de Gabriel ter sido pronunciado, a data do julgamento deve ser marcada somente após as análises dos recursos.

Em 2022, o processo passou cerca de quatro meses paralisado depois que a defesa de Gabriel Henrique entrou com um pedido de avaliação psiquiátrica, alegando que ele sofre de insanidade mental. No entanto, o laudo final anexado ao processo indica que Gabriel “tem total capacidade e discernimento para averiguar o que é lícito e ilícito”.

Gabriel está preso na Casa de Detenção de Pimenta Bueno.

Relembrando o caso, a morte de Antonieli Nunes Martins, de 32 anos, chocou todo o país em fevereiro de 2022. Ela foi encontrada morta em cima da cama por familiares com sinais de asfixia e perfuração no pescoço por um objeto cortante.

Gabriel Henrique, acusado de ter cometido o crime, é casado e manteve um relacionamento extraconjugal com Antonieli por 10 meses. Um dia antes do crime, Antonieli revelou que estava grávida e não queria esconder quem era o pai.

Em depoimento, Gabriel contou que teve um “ataque de ansiedade” e começou a estrangular Antonieli enquanto eles estavam deitados “de conchinha”. Ele revelou que só parou o mata-leão quando não sentia mais o próprio braço, “de tanto que havia apertado o pescoço” dela.

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