Allana Brittes deixa a prisão três dias após condenação no caso Daniel encontrado morto com pênis decepado

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Advogada Caroline Mattar Assad e Allana Brittes (Reprodução Banda B)

Allana Emilly Brittes, condenada a 7 anos, 9 meses e 21 dias de prisão no júri popular do Caso Daniel, deixou o Complexo Penitenciário de Piraquara, na Região Metropolitana de Curitiba, na manhã deste sábado (23). Ela estava acompanhada de sua advogada, Caroline Mattar Assad.

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Quando questionada pela reportagem da Banda B, Allana limitou-se a expressar sua felicidade com a decisão da justiça. A primeira pessoa que ela pediu para ver foi David Willian Vollero Silva, que foi absolvido da acusação de homicídio contra o jogador Daniel Correa Freitas.

Segundo Caroline Mattar Assad, o processo ainda não acabou. “Cabe recurso, tanto para analisar a dosimetria da pena, que entendemos como elevada, como possível anulação do júri. Agora nós temos acesso à ata da sessão e vamos analisar qualquer tipo de nulidade que possa ter acontecido”, comentou.

A advogada também confirmou que irá ao Tribunal de Justiça do Paraná (TJPR), contra o aumento de pena de Allana. Na sessão do júri, o juiz Thiago Flores Carvalho havia anunciado uma condenação de 6 anos, 5 meses e 5 dias de prisão. “Nós vamos discutir a dosimetria, para que se coloque em um parâmetro que seja razoável”, concluiu.

Allana foi condenada pelos crimes de fraude processual, corrupção de menor e coação do curso do processo.

Além de Allana, seus pais também foram condenados no júri popular realizado no Fórum de São José dos Pinhais. Edison Brittes Júnior foi condenado a 42 anos, 5 meses e 24 dias de prisão. Já a mãe, Cristiana Brittes, foi condenada a um ano e 6 meses de prisão, em regime aberto.

Acusações

  • Edison Brittes Júnior: homicídio triplamente qualificado (motivo torpe, emprego de tortura ou cruel, e recurso que impossibilitou a defesa da vítima); ocultação do cadáver, corrupção de menor e coação do curso do processo;
  • Eduardo Henrique Ribeiro da Silva: homicídio triplamente qualificado (motivo torpe, meio cruel e recurso que impossibilitou a defesa da vítima), ocultação do cadáver e corrupção de menor;
  • David Willian Vollero Silva: homicídio triplamente qualificado (motivo torpe, meio cruel e recurso que impossibilitou a defesa da vítima), e ocultação do cadáver;
  • Ygor King: homicídio triplamente qualificado (motivo torpe, meio cruel e recurso que impossibilitou a defesa da vítima), e ocultação do cadáver;
  • Cristiana Brittes: homicídio qualificado (motivo torpe), fraude processual, corrupção de menor e coação do curso do processo;
  • Allana Brittes: coação do curso do processo, fraude processual e corrupção de menor;
  • Evellyn Brisola Perusso: fraude processual.

Crime

O corpo de Daniel foi encontrado na manhã de 27 de outubro de 2018, na Colônia Mergulhão, área rural de São José dos Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba. Um detalhe, em especial, chamava a atenção dos investigadores: o pênis decepado.

De acordo com informações que constam no processo, Daniel veio a Curitiba para o aniversário de Allana Brittes, então completando 18 anos. Após a festa, ela foi até a casa da família Brittes para um ‘after’.

Na denúncia, o Ministério Público do Paraná (MPPR) descreve que Edison, David, Eduardo e Ygor iniciaram uma “série de violentas e sucessivas agressões físicas contra vítima”, que estaria sozinha, desarmada e indefesa.

“Pelas circunstâncias apuradas no inquérito policial, os codenunciados pelo homicídio assim agiam, de comum e pleno acordo, na perspectiva de concretizarem o justiçamento de ordem privada do jogador Daniel até as últimas consequências, na medida em que após certificarem-se que a vítima havia sido flagrada deitada na cama do quarto de casal junto à Cristiana Rodrigues Brittes, inferiram que o jogador de futebol deveria ser condenado e executado como suposto violador da intimidade e da liberdade sexual da moradora da casa”.

Em seu depoimento prestado no júri, Brittes admitiu o crime e afirmou que agiu assim após ver a esposa Cristiana sendo importunada sexualmente.

“Ele estava de cueca, camiseta e com o pênis para fora esfregando nela. Eu só queria ajudar ela, tirar o abusador de cima e proteger. Quando eu vi o pênis dele pra fora eu fiquei louco, possesso, fiquei cego”, afirmou.

O MPPR cita ainda que, após a sessão se espancamento, o grupo carregou Daniel nu até a Colônia Mergulhão, onde acabou emasculado e assassinado.

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