Acusado de matar por asfixia e depois simular suicídio de companheiro de cela na Casa de Detenção de Rolim de Moura será julgado em Júri Popular

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Gustavo Lopes Martins foi morto em dezembro de 2022 dentro da casa de detenção de Rolim de Moura

O denunciado Kaique Sales Prudêncio será julgado nesta terça-feira, dia 12, pelo juízo de Rolim de Moura, em júri popular, pelo homicídio de Gustavo Lopes Martins. O crime ocorreu na Casa de Detenção no dia 16, de dezembro de 2022, no bairro Centro, em Rolim de Moura.

De acordo com os autos, o crime foi motivado por um motivo fútil. O denunciado teria se tornado agressivo após ver a vítima tentando subtrair um vidro de amaciante que lhe pertencia. Ele então desferiu socos e chutes na região da cabeça e peito da vítima, que posteriormente foi estrangulada com um lençol.

A vítima e o denunciado estavam na mesma cela, juntamente com outros quatro apenados. Após a agressão, o denunciado tentou simular um suicídio, amarrando o corpo da vítima na grade da ventilação da cela.

O laudo de exame tanatoscópico confirmou que a morte foi causada por asfixia. O site Planeta Folha teve acesso aos autos e divulgou a matéria para elucidar os reais fatos do crime, que inicialmente foi divulgado como suicídio pelo site Alerta Rolim.

O julgamento será realizado no plenário da Câmara Municipal de Vereadores de Rolim de Moura, a partir das 8 horas.

O que diz a família

O site conversou com a mãe de Gustavo, a mesma informou que o seu filho teria sido morto pelo acusado devido o seu filho ter sido testemunha de um assassinato praticado por Kaique. Ela não acredita na versão apresentada nos autos, de que o crime teria sido pela subtração de tal amaciante do acusado.

A mãe ainda afirma os policiais e agentes penais sabiam que Gustavo tinha problemas mentais e que o mesmo possuía laudo de comprovação, e mesmo assim o colocou em uma cela com o acusado e demais detentos.

Quem era Gustavo?

Gustavo, era um menino sorridente, apesar de seus problemas mentais, sua mãe as cuidava. Devido aos seus problemas mentais o mesmo permanecia nas ruas de Rolim de Moura, junto de moradores de rua, e era normal vê-lo nas imediações do Banco do Brasil com papelões tapando os bancos de motocicletas e para-brisa de carros para ganhar uma moeda, apesar de não precisar.

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