Estudo aponta morte de 259 animais por atropelamento em rodovias da região da Zona da Mata

Estimativas apontam que cerca de 475 milhões de animais silvestres morrem devido consequências dos atropelamentos nas rodovias no Brasil a cada ano.

Por Luiz Carlos Turci - Floresta Noticias em 10/01/2019 às 22:52:16

Figura 1. Logo-guará (Chrysocyon brachyurus), atropelado na BR-364 em Vilhena-RO. Foto: P.S.Bernarde

Segundo estimativas do (CBEE - centro brasileiro de estudos em ecologia de estradas) apontam que cerca de 475 milhões de animais silvestres morrem devido consequências dos atropelamentos nas rodovias no Brasil a cada ano.

Em Rondônia, são poucos os estudos que abordam essa temática. O primeiro estudo sobre atropelamento da fauna silvestre no estado de Rondônia foi desenvolvido pelos Professores/Pesquisadores da Universidade Federal do Acre (Luiz Carlos Turci e Paulo Bernarde) em um trecho de 110 km na RO-383, entre os municípios de Alta Floresta D"Oeste à Cacoal. Neste estudo, foram registrados 259 animais atropelados, pertencentes a 34 espécies. Os anfíbios (sapos, rãs e pererecas) e as aves são os grupos mais impactados pelos atropelamentos. Entre os anfíbios: o sapo-cururu (Rhinella marina) e a Rã-pimenta (Leptodactylus pentadactylus), as aves: o anu-preto (Crotophaga ani), os mamíferos: Gambá (Didelphis marsupialis), tatu-verdadeiro (Euphractus sexcinctus) e o cachorro-do-mato (Cerdocyon thous), os répteis: a jiboia (Boa constrictor) e a Jararaquinha (Erythrolamprus reginae) foram os animais mais atropelados.

De acordo com o professor L.C.Turci, os atropelamentos de animais silvestres são uma ameaça a conservação da biodiversidade e veem crescendo no Brasil a cada ano. São vistos como uma importante causa de declínio populacional para algumas espécies, em especial as de menor densidade, por exemplo os mamíferos de grande porte (antas, onças, lobo-guara, entre outros).

Também é importante ressaltar quanto a gravidade da colisão do veículo com o animal, pode ocasionar além de danos materiais no veículo colocam em risco a vida dos condutores e passageiros. O desenvolvimento de estudos com essa temática são cruciais no Estado de Rondônia, para entender quais são as espécies mais vulneráveis aos atropelamentos e quais as medidas mitigatórias devem ser tomadas para reduzir esse tipo de impacto sobre a fauna silvestre.

Algumas medidas podem ajudar reduzir os atropelamentos à fauna silvestre:  Redução da velocidade pelos condutores, Placas de aviso, Cercas de Proteção, Redutores de Velocidade, Conscientização dos Motoristas (Programas de Educação no Trânsito; Programas de Educação Ambiental).

Figura 2. Animais atropelados na RO-383, Rondônia. (A: Cuíca-lanosa (Caluromys lanatus); B: Gambá (Didelphis marsupialis); C: Teiú (Tupinambis teguixin); D: Caninana (Spilotes pullatus). Fotos: L.C.Turci

Fonte: Floresta Noticias

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