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Saúde

Saúde 17/11/2018 17:27 Fonte: Jornalista Ronan Almeida de Araújo

Situação na área da saúde pública em Costa Marques pode piorar sem os médicos cubanos

Após o governo socialista de Cuba anunciar a volta dos médicos que trabalham no Brasil no programa Mais Médicos, centenas de prefeitos estão preocupados com a situação que isso irá representar na saúde dos municípios, principalmente das regiões norte e nordeste, onde tinha um número maior de médicos atuando. Todos os 52 municípios em Rondônia têm médicos cubanos trabalhando.

O presidente da Confederação Nacional dos Municípios (CNM), Glademir Aroldi, afirmou ontem (quinta-feira) que os prefeitos das cidades com menos de 20 mil habitantes estão preocupados com a saída dos 8,5 mil profissionais cubanos que atuam no programa Mais Médicos. Por meio de nota, a entidade alerta que é preciso substituí-los sob o risco de mais de 28 milhões de pessoas ficarem desassistidas.

"A presente situação é de extrema preocupação, podendo levar a estado de calamidade pública, e exige superação em curto prazo", diz a nota. "Acreditamos que o governo federal e o de transição encontrarão as condições adequadas para a manutenção do programa." Na nota, a CNM apelou para a ampliação do programa para municípios e regiões que "ainda apresentam a ausência e a dificuldade de fixação do profissional médico".

Segundo a entidade, um estudo apontou que o gasto com o setor de saúde sofreu uma defasagem de 42% na última década, o que sobrecarregou os cofres municipais. Em contato com o vereador Clé Gonçalves (PSDB), o mesmo disse à nossa reportagem que há apenas uma médico cubano trabalho e o outro foi embora. Os médicos podiam trabalhar somente nos postos de saúde, como o do Limoeiro, na Avenida Chianca, próximo da rodoviária em Costa Marques, e o ouro no distrito de São Domingos.

Entramos em contato com a secretária municipal de Saúde do município para falar sobre o assunto, porém não pôde atender porque estava em reunião com sua equipe de trabalho. Mas se prontificou em passar todas as informações que são necessárias para conhecimento da comunidade por meio deste portal, o qual aguardará a resposta que deve estar muito preocupada com a saída de dois bons médicos do quadro da saúde e que faziam um ótimo trabalho aos pacientes.

A situação mais difícil para o prefeito será, com certeza, no distrito de São Domingos, que também não terá o médico cubano e possivelmente a administração terá que remanejar para aquela localidade um médico brasileiro que trabalha no hospital na cidade de Costa Marques. O hospital tem três médicos brasileiros e sem a presença dos médicos cubanos, o número será reduzido para apenas 03 profissionais para prestar serviço na unidade mista que tem um número muito grande de gente para atender, porém sem os médicos cubanos que estavam atendendo nos dois postinhos, os pacientes deverão se deslocar para o hospital, aumentando, assim, mais pessoas a serem atendidas.

A dificuldade da prefeitura em contratar mais médicos brasileiros se deve ao fato de que muitos deles não têm interesse de atuar na cidade de Costa Marques, devido à distância e muitos deles preferem outros municípios para trabalhar, no eixo da BR-364. Alguns médicos que se prontificam em trabalham na cidade de Costa Marques façam reivindicações inconcebíveis que o Tribunal de Contas do Estado de Rondônia não avaliza e tão pouco recomenda, diante da falta de amparo legal para custear, como por exemplo, pagamento de aluguel à moradia, despesas com alimentação, transporte-gasolina, entre outros.

Os transtornos com relação à saída dos médicos cubanos só serão percebidos na próxima semana quando será possível fazer uma avaliação melhor do quadro, porém o chefe do poder executivo de Costa Marques precisa cobrar do presidente da AROM (Associação Rondoniense dos Municípios), uma entidade que representa todos os 52 prefeitos de Rondônia, que promova uma reunião de urgência para pressionar o novo presidente uma saída para esse impasse com proporção gigantesca no frágil sistema de saúde nacional, que poderá entrar em colapso caso a situação não seja resolvida o mais depressa possível até porque o programa Mais Médicos atendia mais de 28 milhões de pessoas pelo Brasil afora. 

Jornalista Ronan Almeida de Araújo é registrado profissionalmente na Delegacia Regional do Ministério do Trabalho no Estado de Rondônia sob 431/98


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