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Política

Política 29/07/2018 15:35 Fonte: Planeta Folha - Dr. Ronan Almeida de Araújo

Convenção do MDB ou luta livre?

Ontem o MDB fez sua convenção para escolher seus candidatos, de deputado estadual a governador. Foram cenas que devem ser apagadas da memória de todos os cidadãos do Estado de Rondônia, particularmente entre os jovens que vão votar pela primeira vez nessa eleição que será realizada no dia 07 de outubro próximo.

Partido de grande tradição, de líderes dessa agremiação que ajudaram na redemocratização do país, de baluartes e intransigentes que lutaram contra a ditadura no Brasil, hoje o MDB virou símbolo de luta interna que nos lembra de cenas de luta livre que eu gostava de ver quando era criança e que elas pareciam de verdade.

Ninguém deseja que esse partido se transforme numa letra morta no Brasil, pois precisa continuar com os mesmos métodos de atuação partidária que nos enchiam de coragem e vontade até mesmo de participar do partido criado por Ulysses Guimarães, com objetivo de melhorar as condições de vida dos mais pobres e mais miseráveis. O MDB no Estado de Rondônia, atualmente, é dirigido por pessoas que não pensam no futuro da nação, não pensam de fazermos as verdadeiras mudanças que precisamos para tirar o país dessa crise que humilha os mais humildes e vem transformando as pessoas indignadas ao ponto de pensar em sair daqui a procura de um novo país para morar. Confúcio, Raupp, Marinha, Maurão, Tomaz, Emerson, entre tantos dirigentes do MDB, foram capazes no dia de ontem transformar esse partido numa imagem que envergonha a todos nós que estamos lutando por ética na política, de moralização da coisa pública e pelo fim imediato da corrupção, a palavra mais falada em 2017.

As brigas de ontem na convenção do partido foram compartilhadas pelo Brasil inteiro e a reação do povo (eleitor) é de revolta e contrariedade. Recomenda-se que os jovens que vão votar pela primeira vão vejam as imagens porque acham que o MDB estava proporcionando um espetáculo de luta livre para os seus convencionais e simpatizantes. Ledo engano: era uma reunião para escolher que sairá candidato para continuar no poder interessado no dinheiro fácil oriundo da corrupção, pois não é possível imaginar que todas aquelas cenas foram para “limpar o partido dos líderes falsos”, que prometem mudanças que nunca veem. Todos os que estavam na convenção perderam, principalmente os seus líderes e candidatos, como Raupp, Marinha, Maurão, de modo especial Confúcio Moura, ex-governador, ex-prefeito de Ariquemes, ex-deputado federal, médico renomado no Estado de Rondônia, oriundo do meu Estado, Goiás, que, em 1988, foi dividido em dois e foi criado o Estado do Tocantins, onde residem os familiares do ex-governador, que devem estar com vergonha de ver uma das principais lideranças políticas rondonienses lutando (entre tapas e beijos) para dizer alto e bom som: “daqui não saio; daqui ninguém me tira; sou o dono do pedaço”.

Confúcio perdeu a oportunidade de deixar sua marca na história da política em Rondônia. Exerceu dois mandatos que foram considerados razoáveis e com as finanças do governo equilibradas. Essa ganância do ex-governador pelo poder ninguém conhecia. Nos últimos dias, foi a conversa predileta entre aqueles que gostam de falar sobre política. Disse vossa excelência que iria para Ariquemes criar boi e peixe. Demagogia que foi comprovada na convenção.

Agora, pré-candidato, porque seu registro passará pelo crivo da Justiça Eleitoral, mas é bem provável que consiga seu passaporte para disputar uma cadeira de senador, Confúcio terá muita dificuldade de explicar à sociedade e, principalmente, aos seus eleitores porque agiu na convenção como lutador de luta livre do que um político habilidoso e articulador sem interesse particular, mas sim como uma liderança que não seja capaz de unir o que ainda resta de MDB, que virou um palco de brigas internas que terá consequências arrasadoras na eleição que se avizinha, já vista pelos cientistas políticos como a mais difícil de todos os tempos. Não desejo derrota para ninguém.

Quem vai decidir o futuro do ex-governador será o eleitor e o povo terá muita dificuldade de entender como as lideranças do partido chegaram nessa humilhante situação que não serve de exemplo entre a juventude que está propícia a votar no político que honra as cores da bandeira do Brasil, do Estado de Rondônia e dos 52 municípios desse Estado que escolheremos para morar e do qual somos apaixonados e temos orgulho de dizer que somos rondonienses e daqui não sairemos.

Que os políticos do MDB sejam capazes na campanha eleitoral de explicar ao povo o fizeram na convenção onde “os amigos” do partido se transformaram em inimigos dos correligionários presentes naquela que poderia ser olhada e vista como a principal festa partidária do MDB, o partido sem movimento, sem democracia e sem brasilidade. Uma pena.

Jornalista Ronan Almeida de Araújo (DRT/RO 431/98) 


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