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Política

18/01/2018 19:55

Pedido de vista do processo contra Lula é a saída para evitar o acirramento criado pelo presidente do TRF-4ª

O processo contra Lula marcado para ser julgado no próximo dia 24 está sendo acirrado nacionalmente por culpa exclusivamente do presidente do Tribunal Regional Federal da 4ª Região, desembargador Thompson Flores, um anti-petista que sonha 24 horas por dia para que ex-presidente seja condenado. A 8ª turma do tribunal é composta por três desembargadores, quais sejam, Leandro Paulsen, João Pedro Gebran Neto e Victor Luiz dos Santos Laus, que até agora não deram nenhuma entrevista sobre o caso, diferentemente do presidente e de sua chefe de gabinete, que, inclusive, chegou a postar em uma das redes sociais pedindo a prisão de Lula. No ano passado, o presidente do tribunal disse o que o processo contra o Lula seria julgado em meados de agosto deste ano. Deu várias entrevistas dizendo que a sentença de Sérgio Moro que condenou o ex-presidente a 09 anos e 06 meses é uma peça irretocável, além de outros elogios à decisão do juízo da 13ª Vara Federal sediada em Curitiba. O presidente do tribunal disse que processo de apelação semelhante ao de Lula, que  demora aproximadamente um ano para ser apreciado. Porém, depois mudou a data de julgamento do processo e comunicou à imprensa que a 8ª turma designou o dia 24 de janeiro para decidir sobre o recurso de apelação interposto pela defesa de Lula. 

Na segunda-feira passada, a presidente do STF Carmem Lúcia recebeu em seu gabinete o presidente do TRF-4ª, desembargador Thompson Flores, para tratar sobre a questão da segurança dos três desembargadores e das instalações do prédio do próprio tribunal, uma vez que há rumores de que possa haver anarquia orquestrada por petista contrário ao julgamento acelerado imposto pelo presidente porque ele considera o processo de “grande interesse para a nação”. 

Se os ânimos estão acirrados hoje em relação ao julgamento, antecipado pelo presidente porque há inúmeros processos iguais ao do Lula que estão na fila de espera há três anos ainda não foram apreciados pelos desembargadores que compõem o TRF4ª, a culpa é exclusivamente do atual presidente, uma autoridade que não merece a toga da justiça por ser parcial e ser tendencioso, colocando em cheque uma decisão de uma das justiças mais céleres que é (Justiça Federal) por ter interesse diretamente no resultado do julgamento contra o presidente para que seja condenado e se tornar inelegível por 08 (oito) anos. Na audiência que teve com a ministra Carmem Lúcia no STF, o presidente se recusou a falar com a imprensa, mas o recado dele já foi dado e não adianta se comportar como bonzinho porque sua parcialidade no resultado do julgamento já está consolidada: três a zero pela condenação. Assim ele espera. 

Porém, quem está apostando que o resultado do julgamento do processo contra Lula marcado para o próximo dia 24 deste mês que será de 3X0 pela condenação está redondamente equivocado porque os três desembargadores que compõem a 8ª turma são considerados independentes, diferentemente do presidente, que já demonstrou várias vezes que quer ver Lula condenado, o que pode ser comprovado pelas suas entrevistas, pela manifestação de sua chefe de gabinete e pela antecipação do julgamento, uma vez que atuou nos bastidores que o caso fosse analisado o mais depressa possível para tirar Lula no páreo da sucessão presidencial deste ano. Os três desembargadores que vão julgar o recurso de apelação interposto pela defesa de Lula são: Gebran, Paulsen e Laus, magistrados reconhecidamente preparados e independentes. Dois deles, Gebran e Laus, têm laços com o Ministério Público, instituição na qual atuaram antes de ingressar na magistratura. Pelas mãos de Gebran, Paulsen e Laus passou, por exemplo, uma ação contra o ex-tesoureiro do PT João Vaccari Neto, a quem Moro condenou a 15 anos de prisão. Nessa ação, os desembargadores derrubaram a sentença do juiz. O relator, Gebran votou pela manutenção da pena imposta a Vaccari, mas o placar sofreu uma reviravolta porque Paulsen e Laus, vencedores, votaram pela absolvição. 

Em suma, o melhor mesmo diante desse acirramento exacerbado envolvendo o caso contra o Lula no próximo dia 24 é de grande valia que um dos desembargadores peça vista do processo e que a ação penal tenha trâmite sem atropelo, sem pressa como não querem os adversários do ex-presidente e do próprio desembargador Thompson Flores, uma vez que a celeridade processual está demonstrando cabalmente que há uma vontade de um certo setor da cúpula judiciária pela condenação de Lula para evitar que ele consiga o registro de sua candidatura no TSE. Assim esperam aqueles que torcem por um país melhor e que a partir do dia 01.01.2019 o ex-presidente tome posse pela terceira vez como mandatário da nação e faça este país crescer de forma semelhante como ele governou nos dois primeiros mandatos.

Texto: Ronan Almeida de Araújo é jornalista é proprietário do site Giro Central e jornalista registrado no Ministério do Trabalho sob o número 431/98/RO.


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