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Política

Politica 09/01/2018 09:21 Fonte: Planeta Folha - por Dr. Ronan Almeida de Araújo

Impossível impedir as falsas notícias

O governo federal e parte do judiciário desejam criar regras para impedir as fake news (falsas notícias), hoje muito utilizadas no aplicativo WhatsApp. No Brasil, há em média 05 (cinco) mil notícias falsas por dia e diante dessa enxurrada de matérias inventadas é possível imaginar algo que seja capaz de impedir a propagação delas? Digo que não e os poderes executivo e judiciário não encontrarão ferramentas que evitem a divulgação de notícias mentirosas amplamente noticiadas nos meios de comunicação em massa.

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Qualquer pessoa que saiba raciocinar tem condições de discernir se a notícia é verdadeira ou não. Porém, as notícias mentirosas têm mais impacto do que as verdadeiras. Essa cultura de dar mais crédito às coisas erradas é histórica e não é agora que seremos contemplados com normas e regras que viabilizem o compartilhamento de notícias enganadoras espalhadas por esse país afora. A cultura de ver mais o negativo das coisas é um problema de ordem psicológica. Um exemplo claro é o momento político conturbado que o Brasil está passando, uma crise gerada pelas constantes brigas pelo poder (dinheiro) em todos os níveis do Brasil, de modo específico no que tange à cúpula maior alojada em Brasília, que concentra os três poderes. 

Ontem (domingo) o jornal Folha de São Paulo fez um reportagem especial sobre o crescimento do patrimônio da família de Bolsonaro. Quem não gosta desse parlamentar adorou a publicação do melhor jornal do Brasil. Quem não gostou fez sua parte de divulgar nos milhões de grupos existentes nas redes sociais que as notícias de que a família de Bolsonaro se enriqueceu com a política “mentirosas, de um jornal da esquerda, de um jornalista petista, de uma imprensa comprada, e assim por diante”. A imprensa tem feito o seu papel de noticiar aquilo que mais interesse seu leitor e hoje são as notícias da política nacional. Veja por exemplo o que aconteceu com relação à escolha da filha de Roberto Jefferson Cristiane Brasil (PTB), escolhida pelo presidente Michel Temer para comandar o Ministério do Trabalho, que a principal notícia da semana passada. Não é porque a imprensa goste de divulgar o “podre” de um político. É porque um parlamentar, um prefeito, um vereador, etc, é pessoa pública, isto é, ela passa ser uma servidora da sociedade porque quem paga o seu salário é o povo, o contribuinte, que exige de seu “funcionário” transparência em suas ações. 

Então muitas pessoas pensam que noticiar a desgraça alheia é semear o ódio, a mentira, o rancor, etc. Em países onde a cultura é mais elevada do que a nossa, o homem público age em favor do povo. Sua missão é servir a comunidade enquanto estiver no poder. Dou como exemplo os políticos da Europa, particularmente do Reino Unido, que para mim me enche de orgulho quando vejo a forma como atuam eticamente pela construção do país, pautando seus princípios pelo combate sistemático contra a corrupção. 

Em suma, os homens públicos brasileiros precisam agora repensar para esse enfrentamento com relação aos comentários que as pessoas fazem sobre eles e quando cometem deslizes, a chiadeira é geral. No judiciário que mais é comentado é o ministro do STF Gilmar Mendes e presidente do TSE, o maior interessado em aprovar regras e normas para impedir a propagação das “falsas notícias”. Porém, não conseguirão diante do diz a Constituição brasileira sobre liberdade de expressão, que inclusive, não aceita mais a lei de imprensa, abolida pelo STF, para o bem da nação e da população brasileira, que hoje pode se falar à vontade nos redes sociais e quando há comentários inverídicos contra a nossa pessoa, ao invés de contrapor aquelas palavras que não achamos não ser verdadeira, basta relegar e não se importar, que a pessoa que falou mal da gente aos poucos vai cessando seus pensamentos irreais, principalmente notícias de cunho particular, que 85% do público percebe que quem faz isso é porque gosta de aparecer e prejudicar o seu adversário, porém só perde amigos e companheiros que entendem que o bem sempre vencerá o mal.

Texto: Ronan Almeida de Araújo é proprietário do site Giro Central e jornalista registrado no Ministério do Trabalho sob o número 431/98/RO.


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