Banner juvino publicidade

Política

28/11/2017 18:39

Bolsonaro já fala como se fosse eleito presidente do Brasil

Conforme matéria publicada no dia 27.11.2017 pelo jornal Folha de São Paulo, Bolsonaro diz estar “namorando” possível nome para a Fazenda. Inicialmente, digo que as eleições presidenciais serão em outubro de 2018 e muita novidade virá em relação ao futuro presidente do Brasil. Os eleitores hoje discutem dois nomes: Lula e Bolsonaro. Há uma guerra ideológica nas redes sociais que parece tanques de guerras do Exército Sírio contra os terroristas do Estado Islâmico. Bomba para todo lado. Perto de minha cidade por exemplo tem um grupo que só vive falando sobre política 24 horas. A maioria diz ser eleitor de Bolsonaro e quando alguém do Lula entra no grupo para dar palpite, o cara é alfinetado até a “morte”. Há pessoas que fazem bons comentários sobre os dois candidatos, porém há outros muitos radicais que pronunciam palavras que deixam mágoas nos adversários. Acredito que o debate é muito interessante e saudável, ajuda no processo democrático brasileiro e faz as pessoas pensarem melhor em busca do candidato “perfeito”.

ATENÇÃO: Acompanhe mais noticias como está curtindo a nossa página no Facebook, CLIQUE AQUI!

Bolsonaro está na mídia hoje porque existe um clamor popular contra a criminalidade. A violência no país cresce assustadoramente. Isso é visível e o Brasil se tornou um dos países mais perigosos para viver. Matam por causa de um capacete, por um tênis, por um celular de R$ 100,00, etc. Daí surge a vontade de votar em um candidato que dê jeito nesse problema gravíssimo que vivemos: a falta de segurança. Os governos federal e os estaduais não conseguem mais dominar a bandidagem. Porém a maior bandidagem não está nas favelas, mas na política, que desvia bilhões de dinheiro da nação, o que para mim é o maior problema nacional: a corrupção. 

Bolsonaro representa a fatia da sociedade que pede “socorro” e que bandido bom é bandido morto. A única discussão que envolve o pessoal que está levando o nome de Bolsonaro é sobre violência. Não fala de outros assuntos, como educação, ciência e tecnologia, saúde, políticas públicas para melhorar o saneamento no país, etc. Eleitor do Bolsonaro é aquele que está preocupado unicamente com a violência no Brasil. São eleitores despolitizados, a maioria ligada às polícias, que criam grupos nas redes sociais mostrando que Bolsonaro é a “salvação” da pátria. 

A política no Brasil é igual nuvem. Muda todos os dias. Bolsonaro ainda nem partido tem. Não tem apoio do povo e não pensa em um Brasil melhor com idéias voltadas a combater não somente à onda de violência, mas para resolver de forma cabal a maioria dos problemas sociais, como por exemplo, o desemprego, que chega a quase 14 milhões de pessoas. Muitos eleitores de Bolsonaro mal sabem explicar que é política, o que é democracia e que é Estado de Direito. Sabem dizer que tem de matar bandido, que estuprador tem de ser fuzilado, que traficante de ser jogado numa jaula com leões famintos e assim por diante. 

Impossível discutir política no bom sentido com algum eleitor de Bolsonaro. A gente quando conversa com um eleitor de Bolsonaro parece que o seu intelecto regride à velocidade da luz. Então, o melhor mesmo é não dar ouvido àqueles que dizem que Bolsonaro vai ganhar as eleições e ninguém é páreo para ele nas eleições presidenciais de 2018. Ele já até anunciou o seu ministro da Fazenda, daqui uns dias vai dizer quem será o ministro da Educação e quando mais se aproxima das eleições, vai divulgando os nomes de seus “futuros ministros de governo”. Me engana que eu gosto. Já vi esse filme antes. Os últimos serão os primeiros. Esse velho ditado não vai deixar de existir nunca. Sandália da humildade neles já. 

A política brasileira é traiçoeira. Dória, prefeito de São Paulo, anunciou que seria candidato a presidente e agora ninguém nem fala o nome dele. Quem sai primeiro propagando ser candidato tem tendência à derrota. Bolsonaro não vai nem conseguir registrar sua candidatura pelo simples fato de que o brasileiro não tem vocação ao totalitarismo e ao extremismo. Bolsonaro é um político arrogante, preconceituoso, raivoso, sem cultura, antissocial e com milhões de inimigos. Aposto com qualquer um que Bolsonaro vai morrer na praia na campanha eleitoral e seus eleitores ficarão órfãos, talvez propensos a votar em outro reacionário, como veremos no cenário político a partir de maio de 2018, quando será iniciada a sucessão de Temer. Um grande abraço e Lula lá. 

Texto: Ronan Almeida de Araújo é proprietário do site Girocentral e jornalista registrado no Ministério do Trabalho sob o número 431/98/RO.


Loading...

Informações de contato

Planeta Folha

(69) 9841-29772

atendimento@planetafolha.com.br

Permitida a reprodução com citação da fonte. Os conteúdos assinados são de responsabilidade de seus respectivos autores. As pessoas citadas nos conteúdos têm direito de resposta garantida. Dúvidas entre em contato!
Crie seu novo site AgenSite
versão Normal Versão Normal Painel Administrativo Painel Administrativo