Política

Politica 10/11/2017 17:08 Fonte: Planeta Folha - por Dr. Ronan Almeida de Araújo

Campanha eleitoral antecipada gera apenas multa e a importância das redes sociais no processo de conscientização popular

Ultimamente, a mídia vem divulgando que o Tribunal Superior Eleitoral vai designar uma data ainda este ano para firmar entendimento sobre campanha eleitoral antecipada. Isto porque a propaganda eleitoral só é permitida a partir de agosto de cada eleição e prevê multa que varia de R$ 5 mil a R$ 25 mil para quem violar a restrição.

O Ministério Público Eleitoral recebeu inúmeras denúncias tanto de eleitor de LULA quanto de BOLSONARO que esses pré-candidatos estão usando as redes sociais para divulgar seus projetos eleitorais para 2018 rumo à sucessão presidencial. Ocorre que muitas pessoas fazem comentários sem sentido e sem conhecimento sobre campanha eleitoral antecipada. Alegam os desavisados que se o TSE aceitar a denúncia do MPE e a corte condenar os dois pré-candidatos, ambos estarão fora do páreo do próximo ano. Não é verdade porque uma possível condenação não irá impedi-los de se candidatar. Apenas poderão pagar uma multa do valor que mencionei anteriormente.

Em uma entrevista concedida recentemente à imprensa, o ministro Marco Aurélio chamou atenção sobre a tentativa de algumas pessoas que lutam contra a liberdade de expressão em razão da possibilidade de ocorrer na próxima eleição presidencial o false news (falsa notícia) que já domina as redes sociais principalmente sobre entre os adeptos de LULA e BOLSONARO, que vêm liderando a corrida sucessória de Temer. Marco Aurélio disse que se fosse membro do TSE, lutaria para que os eleitores tenham total liberdade de se manifestar e que é um retrocesso impedir que o povo faça comentários nas redes socais sobre seus candidatos.

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A lei eleitoral que impede a campanha antecipada é arcaica e precisa ser modificada porque os candidatos para mim podem se manifestar a qualquer tempo, mudando a redação que diz que só é permitida a campanha eleitoral a partir de 15 de agosto de cada eleição. Em outro artigo que escrevi recentemente, tive a oportunidade de tecer maiores comentários sobre o perigo das falsas notícias que já estão acontecendo e vão acontecer de forma muito forte na véspera das eleições de 2018. A todo momento, se lê notícias mentirosas de muita coisa, particularmente sobre os políticos brasileiros. Ninguém escapa. Até penso que Deus criou o homem e o capeta inventou o whatsapp. Viramos escravos dessa praga e não temos condições de ficar sem o nosso aparelho chamado celular, hoje disparadamente o meio de comunicação mais usado no mundo inteiro. Quando ocorre uma notícia sobre operação da Polícia Federal para prender mais políticos envolvidos no escândalo da lava-jato, todos têm acesso imediatamente à matéria por meio de compartilhamento. Pesquisa feita recentemente diz que 80% das notícias pelo aplicativo zap são mentirosas e a idéia criada por Hitler de que uma mentira contada duas vezes, vira “verdade” pegou no Brasil. O maior ministro desse ditador era o das comunicações e foi assim que ludibriou milhões de pessoas a adorá-lo e idolatrá-lo tornando-se o maior carrasco que a humanidade já teve.

Recentemente, BOLSONARO deu uma entrevista para a jornalista Mariana Godoy na REDE TV sobre seu projeto de governo, caso vença as eleições. A fala do líder da extrema direita do Brasil está tendo grande repercussão, inclusive no dia ontem o jornal Folha de São Paulo comentou que as idéias de BOLSONARO são semelhantes às de Pinochet, ex-presidente do Chile, um dos maiores ditadores do mundo, onde derrubou o governo socialista de Salvador Allende e transformou o país em uma ditadura militar por muitos anos. Seria até interessante perguntar se BOLSONARO desejaria fazer no Brasil o mesmo que fizeram Hitler e Pinochet em seus países.

As pessoas inteligentes sabem muito bem diferenciar quando a notícia é verdadeira ou mentirosa. Nossos jovens têm mais dificuldade de entender essa briga ideológica que ocorre atualmente nas redes sociais, quando as pessoas comentam de tudo, como política, censura, infidelidade conjugal entre pessoas famosas, fórmula de emagrecimento e beleza, “facilidade” para ganhar dinheiro, golpes aplicados por estelionato, entre outros assuntos que fazem a festa de quem gosta de uma fofoca. Lamentável que a nossa gente está trocando o livro pelo celular, uma ótima ferramenta que não desgrudamos dele, porém estamos dando muito crédito a ele e aos poucos estamos trocando as amizades e a nossas famílias por não conseguir tirar os olhos dele para nada. Isso pode ser muito bem comprovado em uma mesa de bar: quatro pessoas olhando o celular e papo bom mesmo nada.

O brasileiro adora uma fofoca. Notícia ruim corre mais rápido do que a velocidade da luz. Notícia boa quase ninguém se interessa. Nas redes sociais, as notícias mais lidas são de acidente de trânsito com mortes fatais e mulher traindo o esposo em motel. Alguém se interesse em saber sobre o PIB brasileiro? Sobre qual o mercado de capital que mais cresce no país? Sobre o índice de evasão escolar na rede pública de ensino? Sobre a importância das audiências públicas que as prefeituras são obrigadas a realizar de três em três meses? Esse tipo de notícia não é de interesse da grande maioria do povo brasileiro porque a inversão de valores é tão presente que chego a pensar que futuramente será difícil encontrar um estudante fazer uma redação de cinco linhas sobre o tema do ENEM, que abordou os desafios para a formação educacional de surdos no Brasil. Acredito que há jovens estudantes do segundo grau que não sabem qual é a capital do Brasil. Até quando nosso ensino será um dos piores do mundo? Em suma, não dê ouvidos às mentiras, como essa que LULA e BOLSONARO, caso sejam punidos pelo TSE por prática de campanha eleitoral antecipada, poderão ficar impedidos de se candidatar nas eleições presidenciais de 2018 e procure usar as redes sociais para seu crescimento intelectual e não propagar a ignorância que muita gente utiliza para criar um ambiente de ódio e de intolerância.

Texto: Ronan Almeida de Araújo. Jornalista registrado no Ministério do Trabalho sob o número 431/R0.


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