Política

Politica 11/10/2017 19:58 Fonte: Planeta Folha - por Dr. Ronan Almeida de Araújo

Câmara de Vereadores de Costa Marques a passos de tartaruga

Composta por noves vereadores, a Câmara de Vereadores de Costa Marques é o retrato fiel do seis por meia dúzia, ou seja, desde o início do mandato do prefeito atual Mirandão, o poder legislativo do município parece que está perdido no tempo e não enxerga a difícil situação econômica porque passa a atual administração do poder executivo, com uma dívida astronômica e no meu ponto de vista impagável, e mesmo assim, os nobres edis, na sua grande maioria, víra as costas à realidade financeira que está impedindo a realização de obras que melhorem a qualidade de vida da cidade e do homem do campo.

Um município pobre como Costa Marques jamais deveria ter nove vereadores e saber que a prefeitura repassa todos os meses ao poder legislativo quase R$ 100.000,00 (cem mil reais) é uma afronta à triste penúria do combalido cofre público, que tem trabalhado para colocar a casa para funcionar, porém se esbarra no efeito tartaruga da Câmara Municipal que, no meu pensar, está colocando em risco a sobrevida da administração, com possibilidade do município não conseguir honrar seus compromissos financeiros, como pagar o salário de dezembro de 2016, deixado pelo ex-prefeito de triste memória Chico Território, que faliu Costa Marques, entregando um grande abacaxi para Mirandão descascar e que está fazendo “das tripas ao coração” para tirar o município do atoleiro, de tamanha e gigantesca dívida que deixa a população desassistida com pouco recurso para as áreas mais carentes, como saúde, educação e serviços sociais. 

As sessões da câmara parecem comédia, com discurso vazio, sem preocupação com os rumos do município e os vereadores, não na sua totalidade, vivem no mundo da lua e pensam que suas palavras ditas na tribuna vão fazer a diferença de transformar o município no caminho do progresso e do desenvolvimento. O que tem feito a grande maioria dos vereadores de Costa Marques? O que os peixes fazem: nada. Enquanto o bonde vai passando, o sofrimento do povo só vai aumentando e as obras planejadas pelo novo prefeito, estão ficando para depois de aprovação de emendas parlamentares, que possivelmente ficarão só em demagogia os deputados e senadores que vêm à cidade propagando promessas de “fazer parceria com o prefeito e com os vereadores”, achando que os eleitores ainda acreditam no papai Noel. Todos os legítimos representantes da população precisam trabalhar no sentido de melhorar a qualidade de vida do povo carente e pobre de Costa Marques, vez que sem a assistência dos poderes executivo e legislativo, o município vai “carregando uma cruz” pesada de poucas obras até agora realizadas, como asfalto, esgoto sanitário, reformas de escolas e hospital, melhoria do cardápio da merenda escolar, aumento de salário dos servidores, e assim por diante. 

A Câmara de Vereadores tem um compromisso moral para ajudar o prefeito Mirandão a iniciar imediatamente as mudanças que o povo espera, sob pena de que na próxima eleição nenhum vereador conseguir se reeleger, caso venha desejar ser novamente parlamentar municipal, pois o povo não é bobo mais e aos poucos está tendo visão de que não precisa vender seu voto em troca de cimento, dentadura, passagem de ônibus, gasolina, entre outros instrumentos de captação de voto tão utilizado em todas as eleições pelo Brasil afora. Os projetos do poder executivo encaminhados à apreciação da câmara passam por tantas comissões, que a impressão de que a gente tem, é a de que os nobres vereadores fazem isso só para retardar e procrastinar a aprovação ou reprovação dos projetos, principalmente aqueles que poderiam ajudar o município a começar a sair dessa crise sem precedentes e jamais vista em toda a sua história política, pois a cidade chamada de Princesinha do Vale do Guaporé está parecendo  esquecida e abandonada pelo poder público se envelhecendo rapidamente e sem solução para o enfrentamento de seus problemas sociais gravíssimos por estar numa área de fronteira, com crime de toda natureza, particularmente de tráfico de drogas, que marca negativamente a imagem do município, impedindo assim a vinda de indústria e empresas para cá objetivando a diminuição  do grande índice de desemprego que está presente no município, com gente desesperada para trabalhar e como muitas vezes não consegue ganhar dinheiro licitamente, resolve partir para a criminalidade, fazendo com que os problemas sociais se agravam consideravelmente, exigindo dos governantes maior assistência àqueles que estão na marginalidade da sociedade. 

Talvez as palavras aqui pronunciadas causem espanto e mal estar entre algumas pessoas que só vê seu próprio umbigo. Mas é necessário que alguém comece a gritar por um município melhor, com crescimento do turismo e construção de novas moradias, por vinda de gente de fora, para trazer maior economia ao comércio local, aproveitando as belezas naturais das lindas praias que são o orgulho da população de Costa Marques, que merece ser melhor tratada pelo poder público, com ajuda incondicional do poder legislativo que virou as costas para que a corda arrebente o mais depressa possível, visando dificultar ao máximo o trabalho do poder executivo e fazer a caveira do prefeito atual para que na próxima eleição, alguns edis tenham chance de participar do pleito disputando a cadeira do chefe do poder executivo municipal com a desgraça alheia. 

Está chegando ao fim do ano e espero que o poder legislativo devolva ao poder executivo o dinheiro que está sobrando nos cofres intransponíveis da câmara, onde não se sabe quanto está gastando com diárias, com salário de funcionários comissionados, vez que o atual presidente lutou bravamente para derrubar o concurso público que estava acontecendo quando tinha como presidente o atual vereador Cléo Gonçalves, que fez de tudo para que se mantivesse a realização de certame para substituir os barnabés que entraram na câmara por indicação política, infringindo a Constituição, particularmente o artigo 37 da Carga Magna Brasileira, que diz que todo servidor tem de ser nomeado por concurso público (princípio da moralidade), o que não está ocorrendo no poder legislativo que insiste na ação de funcionários que sabe lá o que fazem e só aumentam as despesas diárias do legislativo de Costa Marques. 

Os vereadores precisam entender que sua presença na câmara é passageira e todos eles não precisam do salário para viver, porque conseguem sobreviver sem a necessidade de receber vencimentos do poder legislativo e esse dinheiro pode ser objeto de renúncia por parte dos vereadores, para ajudar o poder executivo a aumentar sua receita e investir em ações que podem trazer melhorias às políticas públicas que evitem o aumento da pobreza e dos problemas sociais, como, por exemplo, o consumo de drogas, da prostituição entre jovens, que não têm emprego e partem para a criminalidade e consequentemente trazendo maior insegurança às famílias da cidade, que lamentavelmente muitas delas resolvem mudar daqui para evitar o contágio e aumento da estatística de cidade sem emprego, sem obras públicas, sem solução, sem futuro, enfim sem tudo. É isso que “nossas” autoridades querem? Pensem primeiro nos seus próprios filhos e em suas famílias, pois a grande maioria deseja permanecer vivendo por aqui por se tratar de um município que não poderemos perder a esperança de que um dia haveremos de chamar “o mais desenvolvido da BR-429”. Sonhos se realizam e exemplo disso pode ser visto na cidade vizinha à de Costa Marques, São Francisco do Guaporé, que em 1995, era distrito daqui e hoje é a cidade que mais cresce em Rondônia, com obras espalhadas por todos os bairros, onde tem uma prefeita que os vereadores são verdadeiramente companheiros e agem sem espírito egoísta e individualista, diferentemente de alguns de Costa Marques, que infelizmente não deveriam nem ser chamados de “representante do povo” e sim ausente do povo e desempenham uma missão que ao invés de ajudar a municipalidade, caminham na contramão da história, transformando seu mundo egocêntrico e vesgo, haja vista que o povo desse município ainda espera que algo possa ser feito o mais depressa possível, porque a paciência tem limite e a grande maioria dos vereadores precisa mudar seu comportamento de atuação legislativa ou o povo vai lotar as sessões da câmara para pedir a cabeça daquele que finge ser vereador e que mais parece escorpião. 

Texto produzido por Dr. Ronan Almeida de Araújo. Advogado (OAB/R0 2.523) e jornalista (DRT/R0 431). Cursou Filosofia na PUC de Goiás e foi professor da História em Goiânia. 


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