Política

Entenda 17/04/2017 19:47 Folha de Rondônia

Cassol se desfaz de R$ 60 milhões em gado às vésperas da lista do Fachin

Uma linha de investigação deverá chamar a atenção do Ministério Público quanto à venda de R$ 60 milhões de reais em cabeças de gado em Rondônia para um frigorífico e uma empresa. Esse fato, que ganhou notoriedade no setor pecuário pelo volume do negócio, teria ocorrido há pelo menos 25 dias. Esse gado seria da Fazenda Rolim. Na verdade um conjunto de fazendas de propriedade do senador Ivo Cassol (PP-RO), o mesmo que está na lista da operação Lava Jato graças à delação premiada de Henrique Serrano do Prado Valladares, da Odebrecht, feita à Procuradoria-Geral da República, na qual o delator diz que repassou R$ 2 milhões a Cassol (o Dallas) e R$ 1 milhão a Gonçalves Ribeiro (o Maçaranduba), em decorrência de favorecimento nos procedimentos administrativos referentes à execução das obras da Usina Hidrelétrica de Santo Antônio, no Rio Madeira/RO.

Os R$ 60 milhões, que corresponderiam à venda de pelo menos 30 mil cabeças de gado que estavam na Fazenda Rolim, segundo uma fonte, foram vendidas para a Cairu e para o frigorífico Fertipar, ambas empresas idôneas e consolidadas.

Premunição 

O questionamento do porquê da venda de todo esse gado quando o preço da arroba está em baixa às vésperas de ser anunciada a autorização de abertura de investigação contra parlamentares, por conta da homologação concedida pelo ministro Edson Fachin, não seria o ponto alto da linha de investigação, mas, de como surgiu esse gado?

Se o Ministério Público suspeitasse que as terras que engordaram o gado tivessem pertencido à Camargo Correia, grande empreiteira que já trabalhou em Rondônia, poderiam surgir algumas coincidências: uma delas é que a Camargo Correia foi beneficiada com vantajoso incentivo fiscal. Outro ponto que, até então seria mais uma coincidência, é se os incentivos fiscais tivessem ocorrido quando o senador Ivo Cassol era o governador de Rondônia. Mas, o clímax da investigação séria quando tivesse em mãos os documentos que atestassem que as terras que teriam pertencido à poderosa empreiteira, fossem as mesmas terras adquirida pelo ex-governador. Na possibilidade de as terras e o gado tivessem estado em nome de terceiros se tornaria o grande desafio da investigação.

Com um rebanho tão grande, se alguém chamasse o senador de ‘Rei do Gado’, combinaria com Dallas: apelido dado a ele pela Odebrecht, em uma alusão ao uso do chapéu, que foi implementado por meio do Setor de Operações Estruturadas do Grupo Odebrecht, para identificar Ivo Cassol na lista de pagamento de propinas.


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