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Polícia

Responde em liberdade 04/06/2018 18:47 Fonte: G1/GO

Mãe acusada de matar bebê e esconder corpo por 5 anos tem júri popular marcado

Professora Márcia Zacarelli responde ao processo em liberdade. Ela confessou o crime à polícia, mas o advogado defende que, na época do crime, ela estava em depressão. O caso é do estado de Goiás.

A professora Márcia Zacarelli Bersaneti, de 37 anos, vai a júri popular, no dia 1º de agosto, pela acusação de matar a filha recém-nascida e esconder o corpo, por cinco anos, dentro de uma caixa no escaninho do prédio onde morava, em Goiânia. Ela responde ao processo em liberdade.

A data do julgamento foi definida pelo juiz Jesseir Coelho de Alcântara, da 3ª Vara dos Crimes Dolosos Contra a Vida. A sessão ocorrerá no Fórum Cível, na capital.

O Ministério Público Estadual (MP-GO) pede que a ré seja condenada por homicídio duplamente qualificado, por motivo torpe e recurso que impossibilitou a defesa da vítima.

Márcia confessou ter matado a filha para a Polícia Civil. O advogado dela, Paulo Roberto Borges da Silva, defende que o crime seja desqualificado para infanticídio, alegando que ela matou a filha motivada pela ocorrência de Psicose Puerperal, conhecida como Psicose Pós-Parto.

“Ela estava em estado puerperal, que é o período até 30 dias depois do parto, e enfrentava depressão pós-parto. A pessoa fica sem discernimento e acaba atingindo a criança. Ela também estava sem apoio do marido e várias outras situações familiares que agravaram a situação dela”, disse.

Crime

A professora foi presa no dia 9 de agosto de 2016, quando o ex-marido dela encontrou o corpo do bebê no escaninho do prédio em que a mulher morava, em Goiânia. Após ser detida, a mulher confessou que matou e escondeu o cadáver no local.

Ela deu à luz uma menina no dia 15 de março de 2011. Segundo as investigações, ela ligou para um amigo que a levou para o hospital quando começou a sentir contrações. Esse amigo ainda deu R$ 3 mil para que a professora fizesse o parto cesárea.

A criança nasceu saudável e, um dia após o parto, realizado em uma maternidade particular da capital, a professora recebeu alta.

Márcia Zaccarelli confessou à polícia ter matado a filha (Foto: Mariana Martins/TV Anhanguera)

 Na época em que foi presa, a mulher contou à polícia que o marido, de quem ela se separou em 2015, era ausente, que viajava muito e não tinha conhecimento da gestação.

"A mãe confessou que, desesperada, com medo que o marido descobrisse a traição, porque ele já tinha feito vasectomia, e sem jeito de levar a criança para casa, asfixiou a menina e guardou o corpo dentro do guarda roupa dela por 20 dias", disse a delegada Ana Cláudia Stoffel, responsável pelo caso.

O marido negou à polícia que soubesse da gravidez. Ele disse que acompanhou a professora algumas vezes ao médico, mas acreditava que ela estava fazendo um tratamento hormonal. 

Confissão em vídeo

A Polícia Civil filmou a confissão da professora. Na gravação, ela dá detalhes de como cometeu o crime, chora por várias vezes e diz que não queria fazer mal à criança.

Quando deixou a maternidade com a filha nos braços, a mulher contou que pegou um táxi e parou em uma praça "sem saber o que fazer". Nesse momento, alegou que não tinha intenção de matar a filha, mas diz que ficou com "medo".

Em seguida, Márcia narrou como asfixiou o bebê. "Ela começou a chorar. Estava começando a chover. Eu olhava para ela, depois ela dormiu de novo [respira fundo]. Apertei o narizinho dela", disse.

Márcia foi solta da cadeia no dia 5 de outubro de 2016, com a condição que cumprisse medidas cautelares. Desde então, ela aguarda a tramitação do processo em liberdade.


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