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Polícia

Polícia 04/06/2018 18:19 Fonte: G1/RO

Suspeito de matar caminhoneiro com pedrada em Vilhena era integrante de grupo radical da greve, diz delegado

Grupo não concordou com a liberação da rodovia e passou a ameaçar motoristas. Outras cinco carretas foram atingidas por pedras.

Investigações da Polícia Civil revelaram que o autor da pedrada que matou José Batistela, de 70 anos, era integrante de um grupo radical do movimento grevista dos caminhoneiros em Rondônia. De acordo com o delegado regional, Fábio Campos, quando houve a liberação da rodovia, um grupo não concordou com a medida e passou a ameaçar motoristas que queriam retornar ao trabalho. O caminhoneiro foi um dos atingidos no ataque e morreu na hora, em Vilhena (RO).

Segundo as investigações, além do veículo de José Batistela, outras cinco carretas foram atingidas por pedras, em um curto espaço de tempo. Duas tiveram o vidro quebrado e três não chegaram a quebrar. Contudo, os caminhoneiros não registraram ocorrência, pois estavam com medo.

O crime foi cometido no final do movimento, quando os primeiros veículos saíram dos postos de gasolina e voltaram a transitar na rodovia. Segundo a Polícia Civil, a intenção do grupo era causar temor para que os caminhoneiros não voltassem para a BR-364.

“Durante a investigação, isso ficou muito claro. Eu não posso criminalizar o movimento, pois havia um movimento legítimo. Mas existia uma parte desse movimento que estava exaltado. Posso dizer que, a pessoa que praticou o crime, estava participando de uma parte radical desse movimento”, ressalta Campos, que não deu mais detalhes, para não atrapalhar a apuração. 

Conforme a Polícia Civil, quando José Batistela foi atingido pela pedra, outras três carretas já haviam sido atingidas. Os investigadores acreditam que, pelo menos dois veículos de passeio estiveram envolvidos no crime de atirar pedras contra as carretas.

“Em outra carreta atingida, que teve o vidro quebrado, se houvesse um carona, teria ficado gravemente ferido. Já temos características dos carros e contamos com a ajuda da população, pois sabemos que as pessoas estão revoltadas com esse crime”, enfatiza o delegado. 

Família

A viúva do caminhoneiro, Margarida Batistela, contou em entrevista para o Fantástico que morava com José e os filhos em Jaru (RO), há 20 anos. Na última semana, o esposo seguia viagem pela BR-364 para levar uma carga de madeira ao município de Mirassol (MT).

Segundo a viúva, José estava parado há nove dias em Vilhena por causa da manifestação dos caminhoneiros. Quando ele decidiu seguir viagem, no último dia 30, foi surpreendido com uma pedrada na cabeça e morreu na hora.

"Aquela pedra atingiu ele, acabou com a minha família, com a minha casa, meu esposo, os sonhos dele, nossos sonhos", disse emocionada.

Homícidio

A Polícia Civil trata o caso como homicídio doloso, ou seja, quando há intenção de matar. Desde o assassinato, nenhum suspeito foi preso. 

O ministro de segurança chegou a anunciar uma prisão, mas a informação não foi confirmada pela polícia, que segue procurando por quem jogou a pedra no caminhão de José.

Um amigo disse que o motorista não participava do movimento grevista e trabalhava como autônomo.


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