Polícia

Troca de tiros! 17/05/2017 08:41 Gazeta Central

Sem terra troca tiros com a GOE e morre em hospital de Rondônia

Juliosemterramorte

Os policiais afirmam que Paulo atirou contra a guarnição. Inclusive, apresentaram a arma supostamente utilizada por ele.

O sem-terra Paulo Sérgio Bento Oliveira morreu na tarde desta terça-feira (16), após uma suposta troca de tiros com uma guarnição do Grupamento de Operações Especiais (GOE), durante uma abordagem que teria ocorrido próximo ao acampamento Fidel Castro II, localizado na linha 76, zona rural do município de Mirante da Serra.

Segundo o delegado de Polícia Civil Júlio César, os policiais militares do GOE que participaram da ação apresentaram o boletim de ocorrência policial, juntamente com a arma, um revólver calibre 38 que, segundo eles, teria sido utilizada pelo assentado na troca de tiros.

Ainda de acordo com Júlio, os militares informaram que, durante patrulhamento nas imediações do acampamento Fidel Castro II, depararam-se com Paulo conduzindo uma motocicleta. Ao darem voz de parada, o mesmo não obedeceu, vindo a empreender fuga. Ato contínuo, parou o veículo, desceu e sacou o revólver, começando a efetuar disparos contra a guarnição policial.

O delegado também disse que no boletim consta que os policiais militares revidaram os tiros, sendo que Paulo ainda correu por alguns metros. Nesse momento, a equipe do GOE percebeu que ele havia caído. Ao se aproximarem, perceberam que o mesmo tinha sido atingido (baleado) durante a troca de tiros. De imediato, a guarnição o socorreu até o hospital municipal daquela localidade, onde Paulo, não resistindo aos ferimentos, veio a óbito.

Júlio relatou que os assentados não teriam concordado com o que aconteceu e foram para a frente da delegacia de Mirante da Serra protestar e pedir por justiça. Diante da situação, o delegado, juntamente com uma equipe de policiais civis e com apoio da Polícia Militar, se deslocou até a cidade de Mirante da Serra onde se iniciou um diálogo com os sem-terra.

Durante a negociação para desocupar a área da delegacia, Júlio explicou quais os procedimentos que serão realizados pela Polícia Judiciária e garantiu aos assentados que o caso ocorrido na abordagem será apurado com seriedade e responsabilidade. Prometeu que será investigado se houve ou não excesso por parte dos policiais militares.

Os assentados, por sua vez, segundo o delegado, afirmaram que não ocorreu uma troca de tiros e sim uma execução e que a Polícia Militar teria executado o companheiro deles. Após horas de conversações, os sem-terra concordaram em se dispersar e se retiraram de frente da delegacia, vindo a situação a se normalizar.


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