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Jurídico

Polícia 28/09/2017 19:41 Fonte: Folha do Sul Online

Jovem que executou primos a tiros e foi reconhecido por menor de 11 anos é condenado a 21 anos em Vilhena

Advogado de defesa já anunciou que vai recorrer

Durou cerca de 6 horas o julgamento do jovem Igor Ricardo de Matos da Silva, de 19 anos, acusado das mortes dos primos Mateus Martins da Silva e Emerson Belchior Severino da Rocha, ambos de 18 anos.

Os dois foram assassinados no início da noite de 07 de março deste ano, na casa de Matheus, que morreu no local atingido por mais de 10 balas. Emerson, que havia chegado do Acre havia poucos e visitava o primo, foi baleado duas vezes e ainda recebeu os primeiros socorros, mas faleceu no pronto-socorro do Hospital Regional. O acusado foi preso naquela mesma noite.

A irmã de Matheus, de 11 anos, testemunhou as execuções e, embora não tenha visto o rosto do atirador, que usava capacete, disse à polícia que reconheceu a voz de Igor, e descreveu a camisa usada pelo assassino. Uma camiseta idêntica à descrita pela menina foi encontrada na casa de Igor, onde também foram localizadas drogas e uma arma.

Com base nas provas contidas nos autos, a Promotoria de Justiça, representada pelo promotor João Paulo Lopes, pediu a condenação do réu pelos homicídios com qualificações diversas para cada um deles. No caso de Matheus, a qualificadora foi de motivo torpe pois, na análise do MP, o fato teria ocorrido por brigas entre facções criminosas rivais. Já no caso de Emerson, a qualificadora impostas foi a de recurso que dificultou a defesa da vítima, já que o rapaz nada tinha a ver com a guerra de facções e estava ali apenas para visitar o primo, nunca imaginando o que poderia acontecer.

O advogado de defesa, Marcio de Paula Holanda, sustentou a tese de negativa de autoria e expôs contradições nos depoimentos de testemunhas de acusação, e no fato de ninguém ter visto o rosto do atirador. Ele também reforçou a alegação do réu, de que no momento do crime ele sequer estava na cidade, e sim no sítio do pai, a cerca de 35 km de Vilhena. Afirmação contestada pelo promotor, que disse que o réu não conseguiu comprovar de maneira contundente o álibi. O advogado pediu também a retirada das qualificadoras.

Por volta das 15h00, a Juíza Liliane Pegoraro Bilharva leu a decisão dos jurados, que condenaram o réu conforme a denúncia. A pena imposta a ele foi de 21 anos de prisão. O advogado de Igor disse que irá recorrer da decisão por entender que não a provas nos autos suficientes para uma condenação.


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