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Educação

Artigos 28/11/2017 22:07 Fonte: Planeta Folha - por Prof. POLINI

Metodologias ativas na Educação - por Prof. Polini

A sociedade do conhecimento impôs uma nova forma de relação entre os profissionais de educação e os estudantes. Isso nos remete a uma avaliação sobre as novas formas de atuação enquanto professor. As metodologias ativas estão muito em voga contemporaneamente. Existem conteúdos que devem ser apresentados à maneira “tradicional”, mas existem outros que podem ser trabalhados de maneira diferenciada.  E aí vem a seguinte questão? Será que os nossos estudantes querem esse ensino mais “ativo”? Ou ainda são “conservadores” preferindo escutar o professor falar, falar e falar?

Deve ficar do exposto é a necessidade de que a educação não pode ceder a modismos mercadológicos, e sim focar em ações de garantia de sucesso do estudante. A educação nunca caminhou a passos largos e, embora ela não consiga acompanhar o ritmo frenético com que a sociedade avança, ela tem se mostrado aberta ao uso de novas abordagens, currículos e principalmente as tecnologias.

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É triste ouvir que a culpa é apenas dos professores, isso é um desprezo a toda história de luta dos docentes nas salas de aula, que há anos praticam a verdadeira metodologia ativa, utilizando-se de mil maneiras para que seu aluno aprenda, e que hoje tem de escutar que as metodologias ativas são algo inovador e que irão resolver muitos dos problemas da aprendizagem. Na educação não podem existir receitas que se apliquem a todos; a sua complexidade deve ser entendida e respeitada. Uma aula deve ter reciprocidade, pois não acontece sem a atividade do professor, nem do estudante. Mas o objetivo, aqui, não é desprezar todo o caminho que a educação vem percorrendo para se reinventar e se adaptar a essa contemporaneidade que está, no momento, em um estado aparentemente permanente de crise. O objetivo é, ao contrário, é trazer à tona, também, toda a complexidade em que o processo educativo se envolve.

Será que os estudantes estão preparados para retomar as rédeas? Eles querem assumir o volante de sua própria aprendizagem ou ainda preferem um professor mais presente que expõe conteúdos em vez daquele que organiza a turma para exposições por parte dos aprendentes, as quais chamam erroneamente de “seminários”? O professor, ao fazer o uso de metodologias ativas, um conceito que carece de limites e definições, faz com que o estudante “volte” a ser o centro do processo de ensino e de aprendizagem, ou seja, o mestre provê mais “autonomia” ao estudante para que ele próprio guie seu caminho rumo às aprendizagens que deseja. Na teoria, as metodologias ativas referem-se a todas aquelas que se diferem do modelo tradicional: o professor falando e os estudantes escutando. Essa nomenclatura acaba por tentar inserir, em um mesmo pacote, toda a inovação pela qual a educação vem passando. Eu não consigo aprender pelo meu estudante; o processo de ensino é meu e o de aprendizagem é dele, mas eu também aprendo, e ele também ensina, mas cada um abstrai o conhecimento que lhe convém.

Prof.POLINI
Licenciado em Geografia e História

Especializado em Gestão e Educação Ambiental


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