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11/09/2017 19:07 Fonte: Compare em Casa - por Redator: Vivaldo Pereira

Seguro de vida e previdência privada: existe diferença?

A principal diferença entre o seguro de vida e uma previdência privada, está no fato de que, apesar de serem definidos como uma segurança para o indivíduo quando, por algum motivo, não puder mais gerar renda, aquele é um investimento que pode ser resgatado a curto prazo, já que tem como objetivo garantir um recurso para o próprio segurado em caso de invalidez ou para os seus dependentes em caso de morte.

A previdência, por sua vez, é semelhante a uma poupança feita ao longo prazo, com o objetivo de assegurar uma aposentadoria ou mesmo o recebimento de um montante que poderá gastar como quiser após o término do prazo estipulado. 

A PEC 287/2016, que trata da reforma da previdência, não tem apenas acirrado as discussões acerca do tempo e condições necessários para se adquirir o direito à aposentadoria. Tem feito também aumentar, significativamente, o interesse pela previdência complementar, pois somente através dela poderá incrementar esse benefício, que hoje tem um teto de R$ 5.531,00.

Segundo a Federação Nacional de Previdência Privada e Vida (FenaPrevi), a partir de novembro de 2015 (quando intensificaram-se as discussões sobre a reforma da previdência), houve um aumento de cerca de 26% na procura por uma das modalidades de previdência complementar, onde o contratante apenas terá que depositar um montante inicial e efetuar pagamentos mensais de acordo com as suas expectativas para o futuro.

Apesar de o seguro de vida e a previdência privada serem diferentes quanto à forma, a opinião quase unânime da maioria dos especialistas é a de que eles devem ser combinados, para que o contratante e seus dependentes tenham mais segurança, pois uma apólice de seguros garante o recebimento de um montante pelos seus sucessores no caso de não poder manter os depósitos na previdência privada ou complementar. 

Diferenças entre seguro de vida e previdência privada

1.Seguro de vida  

Algo que diferencia ambas as contratações, é o fato de que para a aquisição de um seguro de vida, a contribuição com o INSS não é fator relevante, já que um seguro significa, exatamente, a garantia de uma renda para o caso de interrupção dos depósitos na previdência ou caso se veja impossibilitado de trabalhar e, consequentemente, produzir renda.

O mais comum é que a sua contratação leve em consideração a idade dos dependentes e não a do próprio segurado; não sendo incomum, por exemplo, a aquisição de um plano por alguém ainda bastante jovem, mas que seja responsável por outros indivíduos, quer sejam filhos, parentes distantes ou até mesmo os próprios pais.

De um modo geral, os seguros podem ser contratados por profissionais registrados ou autônomos (nesse último caso, recebe o nome de Diária de Incapacidade Temporária-DIT). Para si mesmo ou para o seu cônjuge. E cobrem mortes, doenças, invalidez por acidentes, entre outras ocorrências.

Mas, não sendo escusado lembrar que essa cobertura está sujeita à comprovação de que houve a perda, diminuição ou incapacitação de exercer as suas funções laborais — como nos casos da perda de um membro, de algum órgão importante ou mesmo por lesões irreversíveis que possam ser devidamente comprovadas.

Desde que sejam observados, também, os chamados “riscos excluídos”, que levam em conta a sua exposição a um risco que já se sabia passível de resultar em morte.

2.Previdência Privada

Quando falamos em previdência privada, relacionando-a ao seguro de vida, é importante não esquecer que estamos nos referindo a duas formas de poupança com a finalidade de garantir renda para si ou para os descendentes.

Especificamente com relação à previdência privada, durante um período que poderá variar entre 20, 25 ou mesmo 30 anos, um indivíduo irá poupando mensalmente determinado valor que, de um modo geral, só poderá resgatar ao final desse prazo; diferentemente de um seguro de vida, que mesmo com apenas alguns anos de depósitos dá o direito ao valor total da apólice, caso seja vítima de algum acidente que o incapacite.

Além disso, obrigações como o Imposto de Renda, o Imposto de Transmissão Causa Mortis e Doação (ITCMD), e mesmo a penhora em caso de processos judiciais, não são devidos ao seguro de vida como são à previdência privada, cujo resgate poderá sofrer uma cobrança de até 35% de Imposto de Renda e, de acordo com a nova proposta, até 20% de ITCMD, com base nas condições da contratação.

Quanto às suas modalidades, a previdência privada pode ser dividida em PGBL- Plano Gerador de Benefício Livre (um plano para os que têm obrigação de recolher o IR, e por isso é mais indicado para indivíduos entre 35 e 50 anos, de Classe B e já estabelecidos profissionalmente) e VGBL- Vida Gerador de Benefício Livre (indicado para os mais jovens ou mesmo para idosos, entre outros motivos, pela menor incidência de tributos).

Um seguro de vida pode ser a garantia de uma renda para si ou seus dependentes em caso de interrupção da poupança na previdência.

Como combiná-los para um planejamento sucessório.

Um planejamento sucessório é o ato de criar as condições necessárias para que os dependentes recebam os frutos resultantes das aplicações feitas por meio de um seguro de vida ou previdência privada.

Como não são bens passíveis de constar em um inventário (e sofrerem com toda a burocracia conhecida), geralmente são escolhidos para um plano sucessório, inclusive, com a adição de indivíduos fora do círculo familiar.

Os jovens podem combinar o seguro de vida e a previdência privada como planejamento sucessório, pelo simples fato de ainda estarem no início de uma jornada (no começo de uma poupança pela previdência), e, por isso, sujeitos a algum imprevisto antes de conseguirem acumular um bom patrimônio previdenciário.

Os mais velhos, por seu turno, talvez não tenham tempo para acumular tal patrimônio, sendo o seguro de vida a garantia de que deixarão, após o seu falecimento, o valor total da apólice para os seus descendentes, independentemente de um prazo estipulado, como ocorre com a previdência privada.

Portanto, torna-se mais vantajoso optar por esta como a garantia de uma aposentadoria, e apostar no seguro de vida como forma de garantir uma renda para os seus descendentes.

Pois, como foi dito, além de não sofrer com a incidência do Imposto de Renda, ITCMD e muito menos com a  penhora em caso de processo judicial, o seguro de vida garante uma renda no caso de interrupção dos depósitos na previdência privada.

Seguro de vida ou previdência privada, qual a melhor escolha? Deixe a sua opinião e continue acompanhando as nossas publicações.

Fonte: www.compareemcasa.com.br


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