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Brasil

INSS 27/10/2018 17:05 Fonte: Jornalista Ronan Almeida de Araújo

INSS leva mais de três meses para liberar pensões no Rio

INSS leva mais de três meses para liberar pensões no Rio. Desde a morte do marido, em 25 de julho deste ano, a professora Rita de Cássia Ramos Martins, de 56 anos, é mais uma vítima da demora do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) em conceder benefícios.

Após fazer o pedido em uma agência do órgão em Campo Grande, na Zona Oeste do Rio, no dia 6 de agosto, ela aguarda no escuro, por quase três meses a liberação da pensão por morte. Isso porque o protocolo que dá acesso ao sistema Meu INSS, e que deveria mostrar o andamento do pedido, simplesmente não funciona.

Logo depois do falecimento do meu marido, eu arrumei os documentos e fui dar entrada na pensão, porque preciso do dinheiro. Na agência, me disseram que o dinheiro seria liberado em 45 dias, mas já se passaram quase três , e nada. Na internet, no Meu INSS, não aparece nenhum andamento e eu não sei o que fazer, porque nas agências e no 135 eles não dão informações — contou. Por lei, o INSS deveria dar uma resposta ao segurado em até 45 dias, mas este prazo não tem sido respeitado.

O caso da professora não é isolado e mostra que o INSS, atualmente, vive um caos na análise e liberação de uma série de benefícios. Conforme o EXTRA publicou recentemente, há segurados, no Rio, que aguardam por resposta do requerimento da aposentadoria por mais de quatro meses.

O problema é o mesmo: fazem o requerimento no posto, mas meses depois não conseguem nenhuma resposta do órgão e reclamam de falhas no sistema do Meu INSS. De acordo com o instituto, o tempo médio de concessão para pensão por morte no Estado do Rio, hoje, é de 73 dias. No Brasil, o tempo médio de concessão, até setembro, é de 56 dias. Ainda segundo o órgão, a espera tem ocorrido em decorrência das constantes e diárias reduções no quadro de servidores do INSS.

Em nota, informou que o “INSS tem se preocupado muito com essa redução do quadro e vem, paralelamente, trabalhando estratégias para minimizar os impactos desse cenário”. Projeto não saiu do papel. Ainda no primeiro semestre deste ano, o INSS chegou a anunciar que a liberação da pensão por morte seria feita de forma automática, em parceria inédita com cartórios de registro civil. A medida, porém, esbarrou em questões financeiras e não saiu do papel.

Têm direito à pensão por morte os dependentes do falecido que tenha, na data da morte, a qualidade de segurado da Previdência Social, ou seja, o trabalhador que contribui para o regime previdenciário e, por isso, têm direito a benefícios ou serviços de natureza previdenciária. Os dependentes podem ser o cônjuge, o filho não emancipado de qualquer condição, menor de 21 anos, os pais ou os irmãos menores de 21 anos. Centrais de análise.

Na última semana o INSS, na tentativa de diminuir o caos e o represamento de pedidos feitos ao órgão, criou 104 centrais de análise em todo o país, o que corresponde ao total de gerências. No Estado do Rio, serão sete unidades do gênero, sendo duas delas na capital, para analisar os pedidos feitos pelos segurados e os documentos digitalizados. A ideia é que as centrais funcionem da seguinte forma: um grupo de servidores trabalhará de forma remota e exclusiva para a análise e a concessão de benefícios, já que terão acesso ao sistema com todos os dados e a documentação escaneada dos segurados.

Caso tenha necessidade de realocação de algum funcionário, o mesmo não precisará sair da agência em que atua, já que o trabalho do grupo será feito de forma virtual. A central de análise é uma nova aposta do órgão para tentar diminuir a espera do segurado pela resposta de liberação do benefício. INSS Digital.

Em abril deste ano, conforme publicado pelo EXTRA, o INSS implementou nas 105 agências do Estado do Rio o sistema que deveria agilizar a análise e a concessão de benefícios. Com o projeto, os postos do órgão passaram a receber os segurados apenas para checar a documentação, que é digitalizada e devolvida. Até agora, as cópias digitais eram encaminhadas a um polo de concessão, em Belo Horizonte, Minas Gerais, que analisava os requerimentos. Agora, isso será feito pelas centrais de análise.

Jornalista Ronan Almeida de Araújo é registrado profissionalmente na Delegacia Regional do Ministério do Trabalho no Estado de Rondônia sob 431/98


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