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Brasil

Politica 11/06/2018 20:59 Fonte: Planeta Folha - Dr. Ronan Almeida de Araújo

Uma análise da pesquisa do Datafolha deste domingo sobre a sucessão presidencial

O Instituto Datafolha divulgou hoje (10.06.2018) pesquisa de intenção de voto à sucessão presidencial. Foram entrevistas 2.824 pessoas entre os dias 6 e 7 de junho em 174 municípios. Os dados se repetem a cada pesquisa feita praticamente por todos os institutos sérios e o Datafolha é considerado o mais importante quanto à coleta de dados sobre intenção de voto. Inicialmente, deve pontuar que mesmo preso, Lula continua sendo o candidato preferencial da maioria dos eleitores. Bolsonaro aparece sempre com esse índice de 15% a 17%. Ele já começou a sentir na pele o peso de ter se lançado muito cedo na corrida presidencial. Essa semana, reclamou que está perdendo seguidores nas redes sociais e ontem o senador Malta (ES) disse que não vai mais aceitar ser vice de dele. Prefere disputar a reeleição pelo seu estado capixaba. As chances de Bolsonaro são desanimadoras.

Ele mesmo sente isso. Não há espaço para candidatos com discurso “explosivo” utilizado por ele. Seu radicalismo distancia o cidadão de sua candidatura. Não vejo que irá se sustentar nessa campanha. Não tem apoio político representativo nacionalmente. Os próprios “colegas” de parlamento têm fugido dele. São apenas 05 deputados federais que já se manifestaram em apoiá-lo. No Senado Federal, apenas o senador Malta está com ele, por enquanto, nessa corrida sucessória. A estratégia utilizada por ele em lançar-se cedo demais o atrapalhou a conquistar mais eleitores. Toda eleição é desgastante. Essa nem se fala. Veja que o número de eleitores indecisos é de 21%. Esse número pode diminuir drasticamente caso Lula consiga ser posto em liberdade e registrar sua candidatura. Ele detém, no mínimo, 15% dos votos dos indecisos. Marina Silva está com 10% de apoio eleitoral. Não passará disso. Sempre foi assim. Geraldo Alckmin (PSDB) está com 6% das intenções de voto. FHC, o guru dos tucanos, já alertou o ex-governador de São Paulo a repensar no projeto dele em concorrer mais uma vez tendo o ex-presidente Lula líder nas intenções dos eleitores até agora divulgadas das possibilidades dos candidatos alcançarem vitória à sucessão de Michel Temer. Aécio Neves “destruiu” o ninho dos tucanos. Geraldo Alckmin não tem a mínima chance nessa corrida sucessória e mesmo que o Palácio do Planalto articula uma dobradinha com Henrique Meirelles seu nome prospera. O ex-ministro da Fazenda no governo de Michel Temer aparece com 1%, o u seja, somados os pontos, Alckmin e Meirelles ficam com 7% das intenções de votos. Ciro Gomes (PDT) aparece com 6%. Outro candidato que não decola. Seu discurso é semelhante ao utilizado por Bolsonaro. Essa de “ou vai ou racha” não ganha voto. O que ganha voto é carisma, exemplo de governo e apoio popular, razão pela qual Lula continua sendo o candidato preferencial do cidadão brasileiro. Ganha em todos os cenários. Ninguém chuta cachorro morto. Esse velho ditado se encaixa perfeitamente no perfil de Lula. Quanto mais fala mal dele, vai aumentando suas chances de exercer o terceiro mandato a partir de primeiro de janeiro de 2019. Álvaro Dias (Podemos) está com 4% das intenções de voto. Só é conhecido no Sul do país.

Nos demais Estados, ninguém sabe quem é. Portanto, não passará desse índice. Talvez se nã o mudasse tanto de partido, como fez Marina Silva, teria mais chances.  Manuela D'Ávila (PC do B) oscila entre 1% e 2%. Uma candidata da esquerda que pode decolar desde que Lula não consiga registrar sua candidatura porque a cúpula petista tem muita aproximação com os comunistas. Guilherme Boulos (PSOL) oscila entre 0% e 1%. Trata-se de uma liderança nova que tem muito futuro pela frente, porém nessa campanha o seu partido quer marcar presença como sempre fez em outras. Rodrigo Maia (DEM) oscila entre 1% e 2%. Outro que já desistiu. Disse essa semana que é candidato à reeleição como presidente da Câmara dos Deputados. João Amoêdo (Novo) oscila entre 0% e 1%; João Goulart Filho (PPL) oscila entre 0% e 1%; Josué Alencar (PR) oscila entre 0% e 1%; Levy Fidelix  RTB) oscila entre 0% e 1% e  Paulo Rabello de Castro (PSC) não alcança 1% em nenhum cenário. Estes candidatos ficarão com esses índices e não vão crescer nem mais 1%. A mudança de partido de Rabello é um dos fatos políticos mais interessantes que ocorreu no cenário político. Um dos  criados do PCdoB, Rabello foi ministro no governo Lula e trata-se um polít ico sério, coerente e idealista. Porém, abandonar os comunistas para ingressar num partido de extrema direita foi uma atitude que o “matou” suas chances de ter maior visibilidade nessa dura campanha sucessória.

Vários fatores nos levam a explicar esse fenômeno em torno do nome de Lula à sucessão presidencial. Tenho ouvido de muita gente uma frase que é surpreendente: “odeio o PT, mas gosto do Lula”. É verdade. Muita gente adora o estilo de Lula porque quando era presidente, o país se tornou a quinta potência mundial; excluiu 40% de pessoas que viviam na miséria; as possibilidades de crédito bancário eram enormes principalmente para as pessoas de baixa renda; o poder aquisitivo do cidadão lhe proporciona chance de adquirir uma TV nova, um celular novo, uma moto zerada, maquinários novos para melhorar as condições de trabalho na dura vida do homem do campo; energia de graça em todas as residências; casa nova em substituição às de madeira, sem falar da popularidade de Lula, chegando a 84% no final de segundo mandato. Essas qualidades são mais le mbradas do que as notícias de corrupção os quais a mídia tem divulgado diariamente contra Lula, com propósito claro de que o povo vá o esquecendo e se afastando dele na corrida presidencial. Pelo contrário: hoje as pessoas têm outras ferramentas de comunicação.

Estou falando das redes sociais, que modo diferente de se falar com mais propriedade sobre política, onde o cidadão se inteira dos fatos verídicos, diferentemente das notícias amplamente comentadas por todos os veículos de comunicação sobre a pessoa de Lula. Quase todas elas de que “Lula é o maior bandido e corrupto do Brasil”. Esse discurso não pega e se pegasse não teria tantas chances de ganhar as eleições já no primeiro turno. A direção do PT tomou uma decisão surpreendente: Lula é o candidato do partido e já o lançou em vários Estados da Federação. Preso em solto, será candidato do PT a presidente do Brasil. Uma atitude correta e quem sabe pode dar certo. Não pode deixar de lembrar que o símbolo do partido é a estrela, emissor de energia de positiva, da esperança, da mudança, da força de nunca desistir. Todos devem se espelhar assim: nunca desanimar, mesmo nos momentos mais difíceis de novas vidas. Quanto ocorre uma notícia contra a gente, os primeiros sintomas são de deitar e esquecer o “mundo”, depressão, ódio, tristeza, vontade até mesmo de pôr fim à vida (suicídio) e assim por diante.

Quanto mais nos comportamentos assim, mais nos distanciamos de alcançar nossa eterna felicidade, de crescer, de dar um chute no balde e adeus às emissões negativas. É impressionante como damos mais valores nas coisas negativas do que nas positivas: será que vai dar certo, será que vamos ganhar essa causa, será que vamos vencer esse jogo, será que o Brasil vai mudar, será, será, será, será, será... Dificilmente a gente pensa diferente: vamos ganhar sim, vamos ter sucesso, vamos conseguir, vamos obter o resultado esperado, vamos, vamos, vamos, vamos.... Talvez seja por isso que o povo não consiga fazer o Brasil melhor. Muito pessimismo e muito negativismo. Parece que carregamos um carma dentro de nós que jamais temos coragem de sair dele. Tudo é motivo de não acreditar mais, de incrédulo, de insatisfação, de distanciamento pelas conquistas da vitória que nos fará diferente. Sejamos sempre pra frente. Nunca desista de acreditar que um dia seremos capazes de viver em país melhor para todos.

Talvez seja com esse pensamento que Lula não vai desistir de seus ideais por acreditar que é possível sim de conseguir registrar sua candidatura e obter sua terceira vitória como presidente do Brasil. Está agindo como Nelson Mandela: desistir jamais. Só os fracos pensam diferente e sejamos fortes porque haveremos de criar uma corrente pelo país em sair dessa situação, seja qual for o presidente do país: somos maiores do que os partidos políticos e o povo é maior do que nossos pensamentos antagônicos de encarar essa dura realidade que atualmente estamos enfrentando. Desilusão com tudo. Cabeça baixa sempre. Sai perto de mim. Não quero mais saber de nada. Combine comigo: daqui pra frente seremos diferentes: vamos vencer. Basta acreditar e pensar diferente. Concluo descrevendo alguns ensinamentos bíblicos: “Eu estarei sempre com vocês até o fim dos tempos. Sejam fortes e corajosos. Coragem. Eu venci o mundo”.

Jornalista Ronan Almeida de Araújo


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