Brasil

Artigos 14/11/2017 16:15 Fonte: Planeta Folha - por Prof. POLINI

Proclamação da República: A história que deveria ser contada - por Prof. Polini

A Proclamação da República no Brasil ocorreu dia 15 de novembro de 1889 e foi assinada pelo primeiro presidente do país, Marechal Deodoro da Fonseca.

O evento representou o início da Era Republicana e o fim da Monarquia Constitucional Parlamentar, instaurando um novo regime de governo presidencialista.

Esse tipo de governo (regime republicano) vigora até os dias atuais no Brasil tendo participação da população na escolha do presidente, governadores, senadores, deputados e vereadores.

O livro “1889” de Laurentino Gomes destaca que somos hoje republicanos, graças a uma disputa amorosa pela Baronesa do Triunfo, uma mulher muito bonita e elegante, que ocasionou uma grande rivalidade entre o Marechal Deodoro da Fonseca e Gaspar Silveira Martins. Algo que uma grande maioria não aprende nos livros educacionais da disciplina de História.

HISTORIANDO...

Dom Pedro II, filho mais novo do Imperador Dom Pedro I, tornou-se imperador aos 05 anos de idade e teve que passar grande parte da sua infância estudando para realizar um bom reinado. Um rei deve ser preparado pra reinar desde o momento de seu nascimento, logo as longas horas de estudo e preparação do nosso Imperador resultou em transformar o Brasil numa grande e potente nação emergente. Sua estabilidade política era notória e o Império do Brasil se destacava em relação às nações vizinhas. Tínhamos liberdade de expressão, respeito aos direitos civis, tendo em vista que foi durante seu reinado que foi assinada a lei áurea, pela sua filha Dona Isabel Cristina Leopoldina Augusta Micaela Gabriela Rafaela Gonzaga de Bragança e Bourbon, popularmente conhecida como Princesa Isabel.

Em meados de 1850, Dom Pedro II se declarava publicamente contra o regime de escravidão. Fato esse corajoso, tendo em vista que poucos brasileiros na época se manifestavam contra o regime. O nosso imperador considerava a escravidão uma vergonha nacional e tampouco possuiu escravos.

A escravidão no Brasil vinha sendo extinta de forma gradual através de várias medidas. Em 1871 houve a lei do “ventre livre”, que ajudou bastante a diminuir o percentual de população escrava no país. Todos consideravam que esse posicionamento político de Dom Pedro II em relação a escravidão seria suicídio político, pois até os mais pobres no Brasil tinham escravos como propriedade.

Em 1888, quando princesa Isabel Decretou a Lei Áurea, os donos de escravos sentiram-se traídos pelo regime monárquico e por forma de vingança tornaram-se republicanos. Os mesmo são chamados de republicanos de última hora.

Voltando ao golpe militar, os republicanos precisavam de uma forma de convencer Marechal Deodoro a dar o golpe e tanto tentaram que acabaram conseguindo.

No dia 14 de novembro de 1889, os republicanos, num ato muito “honesto” fizeram correr o boato de que o primeiro ministro Visconde de Ouro Preto havia decretado prisão contra Marechal Deodoro e o líder dos oficiais republicanos o tenente-coronel Benjamim Constant. Essa falsa notícia fez com que Marechal Deodoro decidisse se levantar contra a monarquia. Na madrugada do dia 15, Deodoro reuniu toda a tropa em direção ao centro da cidade do Rio de Janeiro, capital do Brasil Império, com o intuito de decretar a demissão do ministério de Ouro Preto. Porém, ainda não tinha a intenção de proclamar a república.

No calor dos acontecimentos, os republicanos precisavam pensar em algo rápido para que convencessem de vez o marechal a fazer a proclamação. Informaram-no então que Dom Pedro II teria nomeado Gaspar Silveira Martins como primeiro ministro. Gaspar nada mais era do que um rival do Marechal Deodoro, pois os dois já haviam disputado o amor da baronesa. Essa foi à gota d’água para que fosse feito o rompimento total com a monarquia, diz-se que ela “Maria Adelaide de Andrade Neves Meireles”, era uma quarentona tão bonita que, se já existissem automóveis no Brasil àquela época, seria capaz de parar o trânsito.

Dom Pedro não reagiu ao golpe. Passou os seus últimos dois anos de vida no exílio na Europa, vivendo sozinho e com poucos recursos. O primeiro ato de corrupção do regime republicano foi quando os golpistas ao obrigar a família imperial do Brasil ao exílio, retiraram dos cofres públicos 5 mil contos de réis e deram a Dom Pedro II como forma de indenização pelos danos sofridos. O Imperador não só recusou como também exigiu que caso o dinheiro já tivesse sido retirado dos cofres públicos que fosse feito um documento comprobatório no qual ele o estaria devolvendo. Ele citou então a frase: “Com que autoridade esses senhores dispõe do dinheiro publico?”

Diferente do que foi aprendido nos tempos de escola, a república não era uma ideia que agradava a população brasileira, pelo contrário. Já em 1884, bem próximo a sua “proclamação”, apenas três republicanos conseguiram se eleger para a câmara dos deputados e na próxima eleição somente um.

Os republicanos tentavam a todo custo disseminar suas ideias pelo país, porém era um trabalho em vão. Quando enfim perceberam que não conseguiriam por fins pacíficos acabar com o império, tiveram a grande ideia de um golpe militar. Só que para que isso acontecesse precisariam ter o apoio de um líder de prestígio da tropa militar. Foi ai que então resolveram se aproximar de Marechal Deodoro da Fonseca em busca de apoio.

Leitores foi uma tarefa difícil convencer Marechal Deodoro a dar o golpe, tendo em vista que o mesmo era amigo do Imperador Dom Pedro II e era um dos maiores defensores do Monarquismo. Mas o orgulho masculino idealizado de uma disputa romântica falou mais alto, já são 128 anos de “República”, uma conquista sem qualquer participação popular e sequer o apoio de grande parte da elite da época, um fato político que deixou marcas profundamente trágicas na história brasileira.

Além de ser um feriado, o que temos para comemorar?

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PROF. POLINI

Licenciado em Geografia e História

Especializado em Gestão e Educação Ambiental

Professor da Rede Estadual de Ensino RO.


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