Banner juvino publicidade

Artigos

Educação 20/07/2018 09:17 Fonte: Planeta Folha - Prof. Polini

Inversão de valores e comportamentos, qual deve ser o papel do educador

Essa inversão de valores e comportamentos está presente no cotidiano das escolas nas redes públicas e particulares. É muito preocupante, pois está interferindo diretamente no comportamento em sala de aula e, consequentemente, na relação que os estudantes têm com os demais colegas e para conosco educadores, que mesmo sendo “autoridades”, estamos enfrentando cada vez mais dificuldades com a falta de disciplina e respeito, e isso começa a trazer sérios problemas, como o aumento da agressividade, a transgressão de regras e a violação dos direitos alheios, a perca de princípios familiares, entre outras questões. Diante de tal situação, como poderemos agir para evitar a disseminação de atitudes agressivas e sem limites, passando do âmbito individual de cada estudante para o coletivo?

Educar tem sido missão cada vez mais difícil nos dias atuais. Não só pelos muitos recursos digitais e tecnológicos, sempre me refiro ao PhD – Google, que parecem "roubar”, literalmente a infância de todos, isso se remete aos comportamentos expostos na mídia e nas redes sociais que estão hipnotizando nossos estudantes com conteúdos que estimulam ao bulliyng, que se refere a todas as formas de atitudes agressivas, verbais ou físicas, intencionais e repetitivas, ao consumismo e o desperdício, as preocupantes trolagens (brincadeiras), e outras diversas questões. Este mundo virtual vem progressivamente confundindo seus limites com os do mundo real no cotidiano de crianças e adolescentes. O celular e a internet têm mudado a forma de se relacionar com a família, os amigos e com os professores.

É verdade que sempre houve situações-problema envolvendo estudantes em sala de aula, mas a questão vem tomando dimensões assustadoras. Primeiro, é preciso entender o porquê de tais comportamentos. A mídia e as redes sociais são parte do problema, mas eles podem ter origem também na falta ou fragilidade de referências morais e afeto, transtornos familiares como violência doméstica ou dificuldade dos cuidadores em estabelecer limites e regras; além de conflitos emocionais, barreiras sócio-econômicas ou até distúrbios cognitivos ou mentais. Se nós professores gritamos, batermos - boca ou resolvermos as adversidades de forma agressiva, o estudante tenderá a reproduzir tais atitudes. E deste modo não teremos mais o exercício de nossa “autoridade”. Não mais.

Mas, diante da multiplicidade de causas e conseqüências, como buscar e encontrar receitas mágicas? Penso que deve ser buscado gradualmente a construção e o fortalecimento da confiança e do respeito por meio do diálogo. Sei que é difícil? Muito! No entanto, é preciso ter aproximação deste estudante, tendo postura assertiva, dando a ele a possibilidade de expressar seus sentimentos, seus problemas e falar sobre seus atos. Não será ignorando - o que ele sentirá o que desencadeou aquela atitude agressiva ou desrespeitosa. Estimular o diálogo é dar a ela a oportunidade de se explicar e se retratar, afinal, quem nunca errou!

Valorizar e destacar seus esforços positivos, como manifestações de afeto e senso de responsabilidade, potencializando sua autoestima que o encoraja a superar barreiras. E neste contexto a relação escola-família é de suma importância. De nada adiantará as escolas reunirem esforços para ‘civilizar’ uma criança se a família não trilhar o mesmo caminho. Por isso, todos os esforços devem ser feitos entre as duas partes, não pode ser confundida escolarização com familiarização a escola tem o seu papel e os pais o seu, somados a fim de que todos os problemas que envolva cada estudante possam ser debatidos em conjunto na busca de melhorias, não só do desempenho escolar, mas também em torno de comportamentos e hábitos, para que se construa assim a inteligência emocional tão necessária ao convívio em sociedade.

Por:

Prof. POLINI


Veja também sobre Politica Educação
Cargando...

Informações de contato

Planeta Folha

(69) 9842-96737

atendimento@planetafolha.com.br

2016 - 2018: Planeta Folha é uma publicação de Planeta Folha - ME. Todo o noticiário, incluindo vídeos, não podem ser publicados, retransmitidos por broadcast, reescritos ou redistribuídos sem autorização por escrita da direção, mesmo citando a fonte. Os conteúdos assinados são de responsabilidade de seus respectivos autores. As pessoas citadas nos conteúdos têm direito de resposta garantida. Dúvidas entre em contato! ou fale diretamente com nossa redação - (Fale conosco pelo WhatsApp)
Crie seu novo site AgenSite
versão Normal Versão Normal Painel Administrativo Painel Administrativo