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Politica 11/06/2018 20:48 Fonte: Planeta Folha - Dr. Ronan Almeida de Araújo

Lula, o único político capaz de fazer o Brasil a crescer

Inicialmente, quero registrar meu respeito àqueles que pensam diferente de mim sobre a sucessão presidencial. Todos devem emitir sua opinião com responsabilidade, seriedade e com eloqüência. Nosso país é democrático e este tipo de regime nos proporciona falar, tecer comentários, abordar dos mais diferenciados, etc. Certamente, a política está no sangue do brasileiro, mesmo que a grande maioria do povo odeia os atuais representantes da sociedade nos parlamentos e nos governos executivos. O assunto que eu quero falar com vocês hoje é sobre a eleição presidencial deste ano, que será iniciada no dia 15 de agosto e a votação acontecerá no dia 07 de outubro. Atualmente, há inúmeros candidatos presidenciais e todos têm seu ponto de vista diferente ou igual a muitos assuntos, porém uma coisa nos une nessa conjuntura atual: a crise econômica que o Brasil enfrenta é extremamente grave, perigosa e não há a mínima condição do cenário melhorar a curto prazo. O atual governo perdeu totalmente a credibilidade de continuar administrando o país. Todos os dias mudam ministros, saem ministros, entram ministros e ninguém sabe que são os ministros. Um exemplo que ilustra muito bem essa verdade é a questão da greve dos caminhoneiros. Um dia a tabela de frete é uma. Outro dia ela muda. Assim vai. Quando mais se aproxima das eleições, mais a crise aumenta porque e muita gente ainda não decidiu em quem votar para presidente. Vai decidir na última hora. A crise econômica advém da crise política. A fuga de capital estrangeiro está elevando o preço do dólar a valores altíssimos, o que prova que o Brasil, considerado emergente, não é seguro para investimento. Está aí a explicação da fraca movimentação do ativo financeiro (dinheiro) no país: comércio fechando as portas, índice de desemprego elevadíssimo, aumento da pobreza impressionante, insegurança pública que está fazendo com o que o Brasil fique menos seguro do que morar na Síria, entre outros problemas sociais que vêm causando inclusive depressão às pessoas, como por exemplo, não há dinheiro para pagar as despesas diárias e a conseqüência disso é onda de pessimismo gigantesco. O pior é que não enxergamos solução para enfrentar esse caos em todos os setores da sociedade que levam as pessoas até mesmo de desistir de morar no Brasil e a leva de gente a procura de outros países só cresce. 

A OMISSÃO DO JUDICIÁRIO 

Francamente, esperava melhor comportamento da presidente do STF, Cármen Lúcia, à frente desta que é a maior corte brasileira. Quem governa o país não é judiciário. São os políticos eleitos: de vereador a presidente do Brasil. Porém, o judiciário brasileiro é cúmplice dessa escalada sem precedentes de crises existenciais em todos os movimentos sociais: o cidadão não acredita na justiça porque se queremos um país igual não há explicação de um desembargador ganhar salário de R$ 100.00,00 mensais, além de tantas benesses que eles mesmos aprovam sem pensar no trabalhador que ganha um salário mínimo para sobreviver com uma família de de z filhos. Os exemplos precisam vim de cima. Não adianta um ministro do STF, do STJ, do TST, TSE e toda a cúpula do judiciário proferir decisões que falam em moralidade sem o seu contracheque aponta um salário cem vezes maior do que um salário de um gari. O paternalismo no judiciário é revoltante. Os juízes foram capazes de excluir de votação no plenário do STF a discussão sobre a mordomia do auxílio-moradia, da relatoria do ministro Luiz Fux, que atualmente preside o TSE. Ele fala bonito, como ontem dizendo que irá combater as notícias falsas, porém as notícias verdadeiras como essas aqui apontadas serão levadas ao conhecimento do povo para que a sociedade seja esclarecida de que o judiciário é sim um dos responsáveis pela crise política e também econômica que enfrentamos. Sobre Cármen Lúci a, ela entregará a presidência do STF em setembro para o ministro Dias Tófolli, que já adiantou que fará uma verdadeira reformulação na estrutura do judiciário brasileiro. Discurso vazio porque quanto mais fala desse assunto, menos o povo vê mudanças de comportamento e conduta dos magistrados brasileiros, que recebem os melhores salários do mundo. 

SENADO FEDERAL 

Não existe um parlamento pior do que o do Brasil. O mais caro do mundo. O menor salário de um servidor tanto da Câmara dos Deputados quanto do Senado Federal é na faixa de R$ 5.000,00 (cinco mil reais), de um funcionário que trabalha servindo café. É justo que ele ganhe esse salário. Injusto é ver um professor com formação acadêmica de mestrado ganhando algo em torno de dois salários mínimos. A classe que cuida de educar o cidadão é a menos valorizada no país. Os parlamentares são os maiores responsáveis pela crise atualmente. O presidente da República a todo instante é denunciado por desvio de dinheiro oriundo de vários setores do mercado brasileiro, principalmente do Porto de Santos (SP). As duas denúncias aceitas pelo STF contra o presidente foram rejeitadas pelas duas casas legislativas. Motivo: os dois elementos para admitir o acatamento de uma denúncia não foram caracterizados: autoria e materialidade. Nem a cela do amigo do presidente saindo de uma pizzaria em São Paulo com a mala da “rodinha” foi capaz de levar os parlamentares de que aquela prova é inconsistente. O próprio ex-chefe da Polícia Federal deu uma entrevista que aquela cena não é prova de crime. Resultado: em poucos dias foi exonerado e vazou do país a pedido do próprio delegado da Polícia Federal com vergonha de morar no Brasil. Quando Dilma era presidente, qualquer vacilo dela em relação à problemática nacional era motivo de “abrir uma CPI” apenas para chantageá-la com objetivos espúrios. Propina mesmo. Emendas e mais emendas para desviar dinheiro público contra o erário. Dilma não pactuou com os deputados bandidos e o resultado foi a sua expulsão sumária do Palácio do Planalto para o golpista continuar “governando” o país. Não existe uma pessoa tão odiada quanto Michel Temer. Todos, com exceção de uns gatos pingados, querem o mesmo que aconteceu com a Dilma: execrado da política brasileira para sempre, pois desde 1970, Michel Temer não deixa de manar nas tetas do governo. Nos bastidores trabalham para a escolha de um nome de consenso para substituí-lo. Pode vim aí Geraldo Alckmin e Henrique Meirelles. São chamados de chapa do centro. 

LULA PRESIDENTE 

Falar na possibilidade de Lula ser candidato a presidente da República agora parece miopia ou comentário de um aloprado. Vejo possibilidade de Lula conseguir ser solto e registrar sua candidatura. Esse momento está próximo, pois no dia 12 deste mês (terça-feira), o ministro Enrique Ricardo Lewandowski assumirá a presidência da 2ª Turma do STF, responsável pelos processos da Lava-Jato, que até segunda-feira os casos continuarão com o ministro Edson Fachin, que negou todos os pedidos de habeas corpus para colocar em liberdade o ex-presidente da República. Todos os 04 (quatro) ministros que vão compor o colegiado na próxima terça-feira são contra a prisão após condenação em segunda instância, pois para eles enquanto os acusados tiverem direito de recorrer, a CF de 1988 impede. É o que diz o artigo 5º, incisos LIV e LV: “ninguém será privado da liberdade ou de seus bens sem o devido processo legal e aos litigantes, em processo judicial ou administrativo, e aos acusados em geral são assegurados o contraditório e ampla defesa, com os meios e recursos a ela inerentes”. O processo que condenou Lula à pena de 12 anos e 30 dias, sentença proferida pelo juiz Sérgio Moro, da 13ª Vara Federal em Curitiba, já passou pelo Tribunal Regional da 4ª Região, sediado e em Porto Alegre, e atualmente está em trâmite no STJ e STF, que este último dará sua palavra final em poucos dias pela soltura de Lula para concorrer à presidência da República e tornar-se-á pela terceira vez o chefe da nação. Penso que somente Lula é capaz de fazer o país a crescer por várias razões: primeiro porque a comunidade internacional tem plena confiança nele e sua capacidade de articular em momentos de crise é impressionante, devido à sua longa experiência adquirida quando foi por 30 (trinta) anos líder sindical. Nessa greve dos caminhoneiros, caso Lula fosse presidente, o resultado final desse movimento seria diferente e não teria levado o país a pior sua economia porque após o encerramento do movimento paredista os preços dos produtos foram aos céus, levando a população a culpar os grevistas por tudo  que ocorreu nos 10 dias de paralisação. Por último, peço que vocês escrevam sobre suas posições aos seus candidatos a presidente e que apresentem propostas concretas para sairmos dessa crise que levando o país a virar uma segunda Venezuela.

Jornalista Ronan Almeida de Araújo


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