Banner juvino publicidade

Artigos

Artigos 04/06/2018 20:38 Fonte: Planeta Folha - Prof. Polini️

A avaliação dos estudantes - Por Prof. Polini

É consenso que a avaliação dos estudantes cumpre função de relevo nos processos educativos escolares. Na realidade, cotidianamente constitui-se em argumento central de nós docentes para atenção em sala de aula, ou para que sejam realizadas as tarefas escolares. Qual professor nunca utilizou a expressão ‘prestem atenção, porque vai cair na prova’?

Há, ainda, uma miríade de teorias pedagógicas. A compreensão advinda da tradição, em que avaliação dos estudantes confunde-se com provas pontuais, cumulativas e classificatórias. A leitura de que a avaliação deve ser processual e diversificada, abarcando atividades extra-classe, trabalhos de pesquisa, comunicação de resultados. Ou de que ela é o verdadeiro coração do processo de aprendizagem.

A avaliação dos estudantes é atividade inerente à docência. Neste sentido, torna-se necessário conhecer o direito do professor. Pois aí reside o poder docente. Pode-se ainda referir a percepção de que a avaliação dos estudantes é o mecanismo de disciplinamento das criança ou dos adolescentes.

Ressalvo, o que a legislação educacional dispõe sobre a avaliação dos estudantes?

Inciso V do art. 24 da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional:

Art. 24. A educação básica, nos níveis fundamental e médio, será organizada de acordo com as seguintes regras comuns:

V – a verificação do rendimento escolar observará os seguintes critérios:

a) avaliação contínua e cumulativa do desempenho do aluno, com prevalência dos aspectos qualitativos sobre os quantitativos e dos resultados ao longo do período sobre os de eventuais provas finais;

  1. b) ) possibilidade de aceleração de estudos para alunos com atraso escolar;
    c) possibilidade de avanço nos cursos e nas séries mediante verificação do aprendizado;
    d) aproveitamento de estudos concluídos com êxito;
    e) obrigatoriedade de estudos de recuperação, de preferência paralelos ao período letivo, para os casos de baixo rendimento escolar, a serem disciplinados pelas instituições de ensino em seus regimentos;

Tendo a leitura deste dispositivo é possível concluir que a avaliação de aluno como tradicionalmente é concebida não se alinha aos valores dispostos na legislação. A ideia contida na LDB é que a avaliação de aluno seja feita processualmente (ao contrário de pontualmente). Veja a alínea “a”, em que o legislador tem o cuidado de expressamente afastar as provas finais.

Depreende-se também o descompasso com a legislação na reprovação de ano em razão da insuficiência em uma ou duas disciplinas, conforme a dicção da da alínea “d”, “aproveitamento dos estudos concluídos com êxito”. Assim, o sujeito reprovado em matemática ou história não deve, em respeito à lei, repetir todas as disciplinas. Isto porque os outros componentes, a rigor, foram concluídos com êxito.

Na perspectiva legal, a avaliação de aluno é parte de um plano de trabalho. Isso na medida em que propicia ao docente fazer um diagnóstico das dificuldades da turma a respeito do conteúdo ministrado, dos avanços e das dificuldades enfrentadas pelos estudantes. Uma espécie de termômetro.

Neste sentido, a avaliação dos estudantes é ferramenta indispensável para o bom desenvolvimento das atividades escolares. A partir de um bom diagnóstico é possível a nós docentes planejar (e replanejar…) nossas atividades de sala de aula. Vejam, nenhuma menção à classificação de estudantes. Foco dirigido aos processos de aprendizagem. Melhor, foco na qualificação dos processos de aprendizagem.

Na realidade, o escopo da LDB, no que toca à avaliação de aluno, é incluí-la no bojo de um projeto pedagógico inclusivo e democrático, sem descuidar da qualidade dos processos de aprendizagem. Para tanto, a avaliação é entendida como um processo permanente, contínuo, em que a aprendizagem não é verificada no fim do percurso, mas no curso de toda a caminhada.


Cargando...

Informações de contato

Planeta Folha

(69) 9842-96737

atendimento@planetafolha.com.br

2016 - 2018: Planeta Folha é uma publicação de Planeta Folha - ME. Todo o noticiário, incluindo vídeos, não podem ser publicados, retransmitidos por broadcast, reescritos ou redistribuídos sem autorização por escrita da direção, mesmo citando a fonte. Os conteúdos assinados são de responsabilidade de seus respectivos autores. As pessoas citadas nos conteúdos têm direito de resposta garantida. Dúvidas entre em contato! ou fale diretamente com nossa redação - (Fale conosco pelo WhatsApp)
Crie seu novo site AgenSite
versão Normal Versão Normal Painel Administrativo Painel Administrativo