Banner juvino publicidade

Artigos

Artigos 04/06/2018 20:21 Fonte: Planeta Folha - Dr. Ronan Almeida de Araújo

A parada gay e a greve dos caminhoneiros

Na parada gay ontem na Avenida Paulista na cidade de São Paulo reuniu mais de três milhões de pessoas. O tema deste ano foi sobre a política no Brasil. Assunto muito importante que foi abordado pelo movimento LGBT (Lésbicas, Gays, Bissexuais e Travestis), fundado em janeiro de 1995, na cidade de Belo Horizonte, por Carlos Magno Silva Fonseca. O grupo faz todo ano uma série de manifestações sócio-político-culturais em favor do reconhecimento da diversidade sexual e pela promoção dos interesses dos homossexuais diante da sociedade brasileira. O movimento em si não tem uma data de início específica, mas as manifestações contra o preconceito que se exercia contra as pessoas homossexuais pode ser sentida desde a década de 1960, com especial ênfase a partir da década de 1970, depois da abertura política no país. O Brasil é considerado o mais atraente pelo movimento internacionalmente. Em seguida, aparece o EUA, onde o movimento também é considerado muito forte, principalmente no Estado da Califórnia. Depois aparecem os países europeus, outro centro de resistência a todo tipo de preconceito contra a homofobia (rejeição ou aversão a homossexual e à homossexualidade). Espero que o movimento consiga obter suas conquistas e que possamos viver com mais tolerância àqueles que optaram em viver de forma diferente a homossexualidade. Registra-se que  Brasil é o país onde mais se mata mais homossexuais e a estatística piora a cada dia, o que é lamentável. 

A greve dos caminhoneiros 

O que tem a ver a greve dos caminhoneiros com a parada gay de ontem em São Paulo é um questionamento que faço para a gigantesca mobilização que eles foram capazes de fazer envolvendo personalidades artísticas e pessoas que apenas apóiam a luta dos gays. Porém, em comparação à greve dos caminhoneiros, a mobilização foi diferente, um movimento que parou o país, porém não foi capaz de produzir resultados concretos à categoria, pois as pessoas foram desistindo da mobilização e alguns dados da paralisação não foram tão positivos, como mortes de caminhoneiros (colegas de profissão), principalmente daquele senhor de 70 anos de idade que foi assassinado por outro motorista que estava impedindo a travessia de caminhões nos dois sentidos da BR 364: Mato Grosso e Rondônia. Os “líderes” dos sindicatos pelegos se venderam e fizeram o jogo do governo jogando o povo contra os caminhoneiros, o que deu certo porque nunca se viu tanta fila para comprar gasolina, um desespero da população como se parecesse que eram os últimos litros de petróleo que seria vendido aos proprietários de veículos. Só restou o líder do movimento chamado “Chorão”, que encontra em Brasília juntamente com outros motoristas para “pressionar” o governo a reduzir os preços dos combustíveis, porém nem foram recebidos pelos representantes do governo, como Padilha, Marun, Temer, entre outros que ludibriaram tanto os demais caminhoneiros como o povo brasileiro de que o preço do óleo diesel será reduzido a patamar de 0,46% em cada litro nas bombas. Ocorre que hoje vi pelo noticiado sobre a previsibilidade de preços, onde a nova diretoria da Petrobrás admite rediscutir esse assunto. Segundo o jornal Valor Econômico, houve algumas imposições. Entre elas, a de proteger a estatal contra importação de gasolina quando o mercado externo estiver praticando preços mais sedutores do que os vigentes no Brasil. Outra exigência é que a empresa não perca o lastro do preço praticado internamente com relação ao preço internacional. Essa palavra previsibilidade é nova no vocabulário nacional, o que significa que o governo poderá continuar com a mesma política levada a cabo pelo ex-presidente da estatal, Pedro Parente (PSDB), um dos idealizadores do Plano Real, quando Fernando Henrique Cardoso foi presidente do Brasil, em 1996. Quais foram as reais conquistas dos caminhoneiros nessa greve ninguém sabe. O que sabemos é que os preços dos combustíveis irão continuar subindo feito foguete coreano em direção aos nosso bolsos vazios, que não têm um vintém para adquirir petróleo e sair pilotando nosso carro pelas ruas, avenidas e rodovias do Brasil, gastando o combustível mais caro do mundo, mesmo o país sendo produtor importante de petróleo no cenário internacional, com o pré-sal sendo o carro-chefe idealizado por Dilma, que os caminhoneiros ajudaram a derrubar com apoio dos políticos adversários, como MDB, hoje no poder, PSDB, que abandou o barco depois que viu que Michel Temer é mil vezes do que os governos anteriores comandados por Lula (duas vezes) e Dilma (uma vez e meio). Na parada gay de ontem foram ouvidos vários gritos de “Fora Temer”, de pessoas que nós chamamos de alienada, míope e sem visão política da realidade nacional. Só a Abcam (Associação dos Caminhoneiros Autônomos) tem 700 mil filiados, foram as outras associações e federais ligadas às empresas particulares, que ajudaram o movimento por interesse próprio, como por exemplo, para ganhar mais dinheiro com frete mais barato, razão pela qual eles (os empresários do ramo de transporte) tiveram tanto interesse que a greve continuasse, porém foram surpreendidos pelas aplicações de multas pesadíssimas (hoje somam 141 milhões de reais), que os proprietários terão que pagar em 15 dias, sob pena de seqüestro e penhora de dinheiro e de bens. A impressão que se tem que o povo nem está aí com batata quente e quanto pior, melhor, ou seja, vamos continuar fingindo que estamos lutando por um país melhor, que as próximas eleições serão a salvação da pátria, com a vitória de um presidente trabalhador, de senadores que não se envolvem com corrupção, com deputados federais e estaduais comprometidas com as causas populares, com governadores ficha limpa, e todos unidos transformarão o Brasil igual a Dinamarca, a nação menos corrupta do mundo, onde as pessoas se preocupam apenas com duas coisas: educação e felicidade. Nós brasileiros nos preocupamos com o pezinho do Neymar, com o carnaval, com a cerveja gelada que não pode faltar, com o jogo do Flamengo que está em primeiro lugar no campeonato brasileiro, e com tantas coisas que me fazem lembrar aquela canção que tem um jingle assim: “agente somos inúteis”. Os gays que rotulamos de “bamba” demonstram mais coesão, união e vontade de protestar contra esse governo golpista comandado por Michel Temer, que na sexta-feira passada participou de um congresso da Igreja Assembléia de Deus em Brasília se dizendo “iluminado com o fim da paralisação da greve dos caminhoneiros. O pastor, antes do presidente chegar à igreja, pediu para os fiéis não vaiarem o chefe da nação, o que foi atendido, inclusive ovacionaram-no batendo palmas por quase cinco minutos. Assim caminha o povo brasileiro como se tudo funcionasse bem nessa terra de ninguém, onde o povo não quer bem o companheiro que luta sem dizer amém, porque um dia haveremos de vencer com a esperança de tornar o país uma nação semelhante a Jerusalém, a cidade santa de um povo faminto mas com coragem de vencer igual a nossa padroeira que é chamada de Aparecida, a santa milagrosa que não se cansa de olhar para os humildes com fervor de uma santidade infinita rumo à casa eterna que nos espera para que sejamos um só espírito santo.

Jornalista Ronan Almeida de Araújo


Cargando...

Informações de contato

Planeta Folha

(69) 9842-96737

atendimento@planetafolha.com.br

2016 - 2018: Planeta Folha é uma publicação de Planeta Folha - ME. Todo o noticiário, incluindo vídeos, não podem ser publicados, retransmitidos por broadcast, reescritos ou redistribuídos sem autorização por escrita da direção, mesmo citando a fonte. Os conteúdos assinados são de responsabilidade de seus respectivos autores. As pessoas citadas nos conteúdos têm direito de resposta garantida. Dúvidas entre em contato! ou fale diretamente com nossa redação - (Fale conosco pelo WhatsApp)
Crie seu novo site AgenSite
versão Normal Versão Normal Painel Administrativo Painel Administrativo