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Politica 26/05/2018 20:02 Fonte: Planeta Folha - Dr. Ronan Almeida de Araújo

A greve dos caminhoneiros é um exemplo de cidadania

A greve dos caminhoneiros que completa pegou todos nós de surpresa. Ninguém imaginaria que tivesse tanta repercussão nacionalmente. Nem o próprio governo federal acreditava que o movimento parasse o Brasil. Com quase uma semana de paralisação, a mobilização feita por essa categoria que muitas vezes rotulamos de “trabalhadores alienados, obesos, mulherengos e sedentários”, os caminhoneiros estão sendo capazes de mostrar à população brasileira que é capaz de forçar o governo federal a fazer algo em favor do povo sofrido, marginalizado e oprimido pelos governantes inúteis que estão levando a nação ao colapso total em todas as áreas das políticas públicas, a começar pela forma elitista de administrar como se a cidadão fosse uma massa de manobra fácil de enganar. O movimento dos caminhoneiros não tem liderança legitimamente que os representa de fato e de direito, pois os sindicatos, em grande maioria, ligadas a esses trabalhadores, almoçam diariamente com a cúpula do governo central para combinar preços de combustível ao bem prazer, fingindo que está tudo bem em relação à política colocada em prática pela Petrobrás que domina o mercado sem consultar à base mais interessada sobre reajustes aos combustíveis, principalmente o preço do óleo diesel, o “sangue” dos caminhões que cruzam o Brasil de norte a sul, de leste ao este. 

No governo passado, 80% dos caminhoneiros ajudou a derrubar o governo legítimo da ex-presidente Dilma Rousseff porque acreditava que não governava com transparência que estava envolvida com “maus feitos” (corrupção) com uso de recursos públicos da Petrobrás para dilapidar o patrimônio público em favor de partidos políticos que faziam parte da base de sustentação do governo popular em curso pelo governo deposto por Michel Temer, um golpista que ficará na história da política nacional como o pior mandatário da nação brasileira. Hoje os caminhoneiros estão fazendo esse movimento paredista contra o aumento semanalmente dos preços dos combustíveis, porém na medida em que a greve está evoluindo, o protesto passou a ter proporção giga ntesca, com apoio maciço da população brasileira para ampliar a insatisfação popular contra muitos problemas sociais, como a corrupção epidêmica que domina todos os órgãos do governo federal, com assalto ao dinheiro do contribuinte, obrigando a Polícia Federal realizar quase que diariamente operações para desarticular as ações dos meliantes travestidos de parlamentares, ministros bandidos, assessores palacianos da “rodinha” da mala, entre tantos agentes políticos que representam uma quadrilha que torna o país líder mundialmente em atos ilícitos, desvios de conduta, malversação da coisa pública, chegando a número vergonhoso de 200 bilhões de reais por ano indo para o ralo. A greve é contra essa roubalheira que tira o sustento das crianças que estudam mas não têm merenda escolar de primeira qualidade, de um ensino que distancia o acadêmico de uma faculdade que não oferece condições de inserção no mercado de trabalho, de uma política habitacional que empurra o pobre à periferia, às ruas, às favelas, aos guetos que parecem uma pocilga, um visão de governabilidade elitista que torna a máquina governamental burocrata incapaz de melhorar as condições de vida da massa cada vez miserável, com índice de desemprego avassalador, gerando um desespero às famílias que não conseguem nem pagar o aluguel de um casebre que comporta uma família faminta que cresce vergonhosamente, aumentando o número de pessoas sem renda e sem esperança por dias melhores. 

Essa greve não pode acabar e os caminhoneiros precisam intensificar essa luta para pressionar o governo a mudar sua política de valorizar o trabalhador, não somente o motorista que faz frete para ganhar uma bagatela tipo “seis por meia dúzia”, ou seja, se parar o bicho pego. A greve é em favor do povo brasileiro que não irá perder a esperança de ver esse país ser grande, custe o que custar, porque somos mais fortes quando lutamos juntos, uma corrente sem cor partidária, um movimento sem líder, porém uma força onde o princípio maior da paralisação é varrer da nação aqueles que se enriquecem às custas dos pobres, que não suportam mais conviver numa conjuntura adversa, que parece não ter fundo, um sistema político atrasado que tira dos pobres em favor de uma elite dominante que usa cargos públicos como carreira para se tornar opressor, poderoso, milionário e totalitário para tornar a cada dia a nação brasileira uma terra de ninguém, onde os governantes fazem o que querem, achando que a população é míope e incapaz de enxergar a realidade gritante atualmente, ou seja, onde 5% da população tem a riqueza de 95% dos cidadãos do Brasil, o que torna a nação mais desigual do mundo, uma realidade cruel que não pode continuar, sob pena de perder as esperanças no futuro melhor a todos, onde a igualdade de condições de vida não seja uma utopia, pois acreditamos que somos mais fortes do que o desânimo dessa gente que é massacrada por esse governo que tira a todo instante direi to dos mais fracos, com reforma de toda a legislação para enfraquecer a massa trabalhadora, como aconteceu a nova lei trabalhista, que virou CLT dos patrões, com possibilidade de fazer mudanças na lei previdenciária que para conseguir uma aposentadoria o trabalhador terá que provar um rosário de documentos que a autarquia federal corta diariamente os benefícios conquistados pelos segurados que se desesperam quando são comunicados que por meio de operação pente fina introduzida pelo  Ministério da Previdência o cancelamento do beneficio que cairá mais na instituição financeira no próximo mês. A greve dos caminhoneiros é justa, democrática e nos orgulha para não perdemos as esperanças de que um dia essa nação seja capaz de dizer que somos bem governados e as condiç ões de vida do cidadão são de primeiro mundo.

Dr. Ronan Almeida de Araújo é advogado e jornalista.


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