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Artigos 03/05/2018 12:56 Fonte: Planeta Folha - Prof. Polini️

Eu defendo as Ciências Humanas - por Prof. Polini

Escrevi nesta coluna um dado pertinente a nova proposta do MEC em nosso País.

Título: “Como mentir com as Estatísticas”.

E, infelizmente terei que destacar outras situações. Haja vista, o que já foi notoriedade na grade curricular, hoje está sendo confundida como simples opinião... Discordo, e nesta proposta do novo ensino médio, as Ciências Humanas vem sendo acusadas por uma cúpula do governo, de serem disciplinas que prega um, “mero discurso ideológico” e com os estereótipos de ser taxada de “inúteis”. Ilustres leitores, em época de “fake news”, em que teorias da conspiração ganham cada vez mais força e em que para alguns adeptos de teorias como o “terraplanismo” (crença de que o planeta Terra seria, na verdade, plano), somos obrigados como sociedade e encarar uma questão fundamental: o que está acontecendo com nossa educação científica? Por que uma parte da nossa sociedade sente-se tão alheia ou desconectada do discurso das ciências, dos professores e dos especialistas? 

Se existem muitos que, por um lado, confundem o conhecimento científico com a verdade, por outro existem aqueles que, justamente por não encontrar esse vínculo direto com o mundo, descartam as ciências por completo, abrindo espaço para outros tipos de conhecimento - seja ele; folclórico, opinativo ou, até mesmo, o mais puro charlatanismo.

Enfrentamos, não apenas nas ciências, mas também em todo o terreno da educação, uma espécie de “crise de legitimidade”. Pergunta-se cada vez mais qual é o direito que nós educadores temos de decretar verdades, recomendar ou desaconselhar comportamentos, apontar fatos ou notícias como sendo “falsas”. Senhores, nós professores estamos indevidamente sendo acusados, quando nos pronunciamos publicamente, de estarmos desconectados do “mundo real” - ou, em situações mais extremas, ou, lamentavelmente de estarmos simplesmente mentindo, taxados como “mal intencionados” ou “doutrinadores”. 

Isso se dá, principalmente, porque nós, graduados nas áreas das Ciências Humanas, possuímos um discurso que constantemente vem em divergência a alguns outros setores, saibam que, não somos donos da razão, e não iremos jamais instituir juízos de valores a ninguém, apenas iremos apontar e expressar instrumentos norteadores que possam apontar o que deve ou não deve ser levado em consideração. 

Sem entender os critérios envolvidos, temos uma parte da sociedade que se sente enganada ou diminuída por essa espécie de “ordem maior” que tanto se confunde aos olhos do senso comum, com o poder econômico ou principalmente com cargos ou promessas de políticos instituídos. 

Considerando que, as Ciências Naturais, aquelas que envolvem os conhecimentos mais matemáticos ainda sobrevivem apesar da desconfiança do público é porque consistentemente apresentam resultados concretos: prédios continuam sendo erguidos, remédios continuam sendo desenvolvidos, novas tecnologias continuam chegando às mãos de todos nós consumidores. 

Nessa nova proposta, são questionados os fundamentos e as justificativas do discurso científico, mas não os objetos que esse discurso produz. Ressalvo as Ciências Humanas (Geografia, a História, a Sociologia, a Filosofia), estão sendo fadadas a nunca gerarem resultados materiais diretos, parecemos sofrer ainda mais nessa crise de legitimidade. No entanto, talvez seja justamente essa ressalva com as humanidades a responsável por aprofundar as críticas e inventar esses marcos fundadores.

Cada vez mais precisamos entender que não se trata de querermos, ou impossibilitarmos as distintas opiniões, porém, nós GRADUADOS nas áreas de Ciências Humanas, não podemos em hipótese alguma deixar de religá-las ao mundo, de nos expressarmos perante as circunstâncias que ocorrem no ensino básico de nossos estudantes, pois se ficarmos calados estaremos sob risco de, outro modo, a cairmos num profundo e perigoso obscurantismo.

Por:

Prof. POLINI


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