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Dia do Jornalista! 07/04/2018 17:01 Fonte: Planeta Folha - Dr. Ronan Almeida de Araújo

Porque é tanto difícil ser jornalista imparcial em país capitalista

Hoje é dia 07 de abril e dedicado ao profissional jornalista. Escolhi este título para descrever sobre a dificuldade que nós mensageiros temos para exercer essa profissão em um país totalmente capitalista, governado atualmente por uma elite dominante que explora a classe trabalhadora onde 5% da sociedade tem o capital sobre os demais cidadãos, ou seja, uma desigualdade que faz do Brasil a mais desigual do mundo. Comparo a profissão do jornalista de um caminhoneiro: acorda, almoço e dorme pensando na profissão. Sempre o dia seguinte será bem melhor do que o anterior. Sonho que nunca acaba. Sonhar é parte do exercício da profissão: um amor eterno à atividade que você gosta como se fosse a pessoa mais apaixonada de sua vida. Um casamento perfeito. Se todos os profissionais fossem assim, tornar-se-ia uma verdadeira comunhão de pessoas construindo seus ideais, que são, naturalmente, aqueles de ser um instrumento às conquistas sociais, rumo ao país que queremos construir a nossos filhos. Não podemos deixar de falar sobre o papel do jornalista na conjuntura atual sem mencionar a origem da qual se escolheu o dia 07 de abril para comemorar a data desse profissional de imprensa tão importante na mudança da realidade atual fazendo aquilo que chamamos de quase impossível: todos iguais, uma utopia que persegue diariamente.

A versão mais consistente para a escolha desta data como dia do jornalista remonta ao período do Império: a data é comemorada em 7 de abril em homenagem a João Batista Líbero Badaró, médico e jornalista que morreu assassinado por inimigos políticos, em São Paulo, em 22 de novembro de 1830; essa morte gerou um movimento popular que levou à abdicação de D. Pedro I, no dia 7 de abril de 1831. Esta pequena história contando como se deu o origem do jornalista no Brasil é para comprar esta profissão de um guerreiro, que vai à luta e nunca desiste, porque viver do jornalismo no Brasil de forma independente é como se fosse algo sobrenatural ou um milagre. Mas o papel do jornalista sempre foi voltado a relatar a dura vida das pessoas, da sociedade, dos grupos excluídos existentes, dos cidadãos escravizados e explorados pelo sistema capitalista que é responsável em tornar a minoria em maioria, ou seja, quem manda é os poderosos, que fazem do restante do grupo social uma espécie de “escravo” do tirano, que não pensa em outra coisa, a não ser tornar-se sempre mais rico à custa da mão de obra barata da classe operária.

O jornalista hoje com essa mentalidade é chamado de louco, andarilho pensante, um contador de casos utópicos e imaginários, um quadrado que não sabe ficar o momento de “grandes mudanças” impulsionadas pelas redes sociais, que determinam o modo de vida das pessoas. Ou vivem como eles querem ou são excluídos dos grupos porque ali “só há gente que pensa grande”. Pensar diferente, como escrever uma matéria sobre atos ilícitos praticados por um vereador ou um prefeito, é considerado um ato de loucura, pois “como se pode falar isso numa cidade pequena como a nossa”. Muitas pessoas que têm pouco conhecimento sobre como os agentes políticos fazem para, em pouco tempo, conseguir comprar um posto de gasolina, uma fazenda, arrendar pasto porque o seu já está abarrotado de boi, veículos novos, supermercados com milhares de opções de compra, precisam saber como é possível isso acontecer e a figura do jornalista comprometido com a verdade é chamado para ser a ponte (comunicação) do mundo virtual para o mundo real. A impressão que a grande maioria da sociedade do jornalista imparcial é que ele está “nadando na maionese”. Foro do contexto. Não está conectado. Está desligado. Por derradeiro, feliz o profissional jornalista comprometido com a verdade porque de vendedor de notícias o Brasil tem aos milhares.

Texto: Ronan Almeida de Araújo é proprietário do site Giro Central e jornalista registrado no Ministério do Trabalho sob o número 431/98/RO.


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