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Artigos! 03/04/2018 21:59 Fonte: Planeta Folha - por Professor Polini

"Eu tenho um sonho" (I Have a Dream) - por Prof. Polini

Há 50 anos, no dia 4 de abril de 1968, James Earl Ray, homem de tendências racistas e com histórico de crimes violentos dispara um tiro de espingarda de precisão que atingiu Martin Luther King na cabeça quando estava à varanda do seu quarto no Motel Lorraine em Memphis.

HISTORIANDO !!!

Em 28 de agosto de 1963, durante a Marcha sobre Washington, o ativista dos direitos humanos Martin Luther King, nos degraus do Lincoln Memorial, disse que tinha um sonho: que seus quatro filhos pudessem um dia viver numa nação onde não fossem julgados pela cor da pele, mas sim pelo seu caráter. O discurso, considerado um dos mais belos e pujantes contra o racismo na história, contagiou os mais de 250 mil presentes no ato, que chegaram para pedir liberdade e o fim da segregação racial nos Estados Unidos. 

Nascido em 1929 nos Estados Unidos, Martin Luther King, foi um dos principais líderes do movimento pelos Direitos Civis. Estudou teologia e, foi pastor da Igreja Batista, onde seu nome começou a virar lenda. Defendeu os ideais que transcendem a questão racial. Óbvio, a influência dele no movimento negro se deve a sua pauta, que era a questão racial. Era uma liderança na luta por direitos renegados aos negros. Porém, seu legado é mais abrangente. A luta pela dignidade da vida humana é uma causa que não é exclusiva do movimento negro, mas de todo humanista. Trata-se de respeito, de dignidade, de ser aceito.

Em 1964, a luta do reverendo culminou na entrega do Prêmio Nobel da Paz. Além disso, atacava veementemente a Guerra do Vietnã. Foi nessa época, contudo, que o antes incontestável líder passou ser criticado por ser excessivamente pacífico. Infelizmente, o sonho dele ainda não se concretizou, e a desigualdade racial se faz presente na sociedade brasileira e na americana. Mas não podemos negar que a questão racial vem ganhando cada vez mais projeção. Mesmo que o sonho de Luther King não tenha sido realizado - e nem se realizará a curto ou médio prazo, ele plantou uma semente: a de que temos que buscar saídas para que todos tenham as mesmas oportunidades e, mais do que isso, que todo ser humano possa ser tratado com dignidade.

Saliento que os heróis negros brasileiros existem, mas infelizmente não tem a devida projeção. Nosso ensino é “eurocêntrico” e ignora essas figuras (exceto no dia da consciência negra). Precisamos  saber mais sobre esse legado tão rico e parar de reduzir a cultura afro descendente a algo simplesmente exótico.

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Por: Prof. POLINI

Professor da Rede Estadual de Ensino


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