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Artigos 18/01/2018 20:14 Fonte: Planeta Folha - por Dr. Ronan Almeida de Araújo

Porque a maioria do policial faz campanha à presidência do Brasil em favor de Bolsonaro

Em quase todos os municípios brasileiros há grupos de WastsApp criados por policiais, principalmente, militares, que estão fazendo propaganda eleitoral em favor do El louco Bolsonaro, um apaixonado do regime de exceção (regime de exceção é uma situação oposta ao Estado de direito, decretada pelas autoridades em situações de emergência nacional, como agressão efetiva por forças estrangeiras, grave ameaça à ordem constitucional democrática ou calamidade pública) em 1964, quando combatia a democracia e oprimia a população que lutava contra a tomada do poder pelas Forças Armadas do Brasil. Dou como exemplo claro e comprovadamente a criação de um grupo de WhatsApp do distrito de São Domingos, município de Costa Marques, chamado de “Politicamente Militar” (veja a foto acima da matéria), onde alguns membros estão fazendo explicitamente propagada de forma ilegal e anti-ética em favor de Jair Bolsonaro, divulgando suas ideias nas redes sociais diariamente, provando assim o total descumprimento contido no decreto-lei de número 29, de 01.11.1982, combinado com o art.83, das IG-1-PM, e ainda de acordo com o que propõe a Corregedoria Geral, particularmente no tocante ao que diz o art.29 do Código de Ético-Militar. Vejamos: 

“Da Ética Policial-Militar Art. 29. XIII - proceder de maneira ilibada na vida pública e particular; XIV - observar as normas de boa educação; XVIII - abster-se o Policial-Militar, na inatividade, do uso das designações hierárquicas quando: a) em atividade político-partidária; b) em atividades comerciais; c) em atividades industriais; d) para discutir ou provocar discussões pela imprensa a respeito de assuntos políticos ou policiais-militares; XIX - zelar pelo bom nome da Polícia Militar e de cada um dos seus integrantes, obedecendo e fazendo obedecer aos preceitos da ética policial-militar”. A legislação acima é pacífica em afirmar que policial militar não pode expressar-se politicamente por meio da imprensa a respeito de assuntos políticos porque ele precisa zelar pelo bom nome da Polícia Militar, uma vez que a instituição a qual ele serve não pertence a nenhum partido político, isto é, a corporação é neutra política e partidariamente.   

O apoio explícito por parte significativamente das polícias à candidatura em favor de Jair Bolsonaro tem uma explicação: eles querem que o ex-cabo do Exército seja eleito para serem autorizados a matar bandido, usando o discurso ultrapassado e sem lógica de sempre de que “a polícia prende e a justiça manda soltar, ou seja, estão enxugando gelo”. O poder judiciário não tem competência de elaborar leis. Essa atribuição é do poder legislativo. Quanto à matéria de segurança pública, são os deputados federais e senadores que elaboram projetos, votam e os aprovados são encaminhados à sanção ou veto presidencial. Se hoje temos leis que favorecem mais os bandidos a culpa não é do judiciário e da justiça pública (procuradores e promotores). A culpa é dos deputados federais e senadores. Vocês acham que um parlamentar envolvido em atos de corrupção irá apresentar um projeto-de lei que aumenta a punição contras eles? Não. Veja o aconteceu com a proposta elaborada pelos procuradores da República que fala sobre as 10 medidas para combater a corrupção. O que aconteceu com essa MP de iniciativa popular? Foi totalmente modificada na Câmara Federal e a repercussão negativa da sociedade que não concordou com as mudanças iniciou um movimento para exigir a aprovação, na íntegra, das medidas de enfrentamento da corrupção e iniciar um processo de moralização no país. A insegurança no país tem origem na classe política brasileira, que em sua grande maioria, assuma o poder mais para roubar do que para atuar em favor das mudanças que o país exige. 

Então, daí vem a indignação por alguns setores da área da segurança pública que acha que a candidatura de Jair Bolsonaro “é salvação da pátria”. Pelo contrário: ele representa o que existe de pior em termos de ideias para mudar a conjuntura atual, principalmente com relação à segurança pública. A democracia hoje é o pilar do Brasil. Se eleito, Bolsonaro terá que enfrentar um Congresso Nacional mais dividido como está hoje porque haverá muita mudança de representatividade nas Assembleias e no Congresso Nacional. Dialogar não faz parte do vocabulário de Bolsonaro. Ele faz parte da “Bancada da Bala”, a mesma que é contra a lei do desarmamento, ou seja, para ele, o Brasil precisa adotar a mesma política de segurança dos EUA, que é distribuir à vontade armas para todo mundo, inclusive para crianças de 05 anos que pode ter em casa um fuzil, por exemplo. A mudança na segurança pública brasileira passa necessariamente pela educação porque sem ela não há salvação. Todo país que investe no ensino sabe que não há necessidade de usar arma em casa para se proteger de bandido. A arma é a formação que recebemos em casa e nas escolas, onde a aprendizagem é prioridade, que faz a diferença de um país que não investe na educação, como o Brasil, que tem um dos piores ensinos do mundo, uma vez que as autoridades não têm interesse que uma pessoa seja esclarecida, inteligente, conhecedora da realidade e sabe votar, principalmente. 

O problema do Brasil não é só segurança pública. Há outros mais graves e o Jair Bolsonaro não conhece outros assuntos e fala diariamente que para o país melhorar tem de matar os bandidos. Os maiores bandidos estão lado de Bolsonaro: no Congresso Nacional. São eles que destruíram a nação, desviando bilhões do contribuinte e como parlamentar por vários mandatos nada faz para combater seus pares que estão envolvidos com atos ilícitos. A figura de Bolsonaro é apagada em termos de mudanças que a nação espera. Seu discurso é um retrocesso em relação à transformação que devemos fazer para melhorar a qualidade de vida do povo brasileiro. Bolsonaro representa a ignorância de jovens que não saem do celular e mal consegue m escrever seu nome corretamente. São os jovens alienados que preferem ficar na porta da escola esperando a gatinha sair para namorar e transar. Bolsonaro é ligada à “cultura” da idiotice espalhada por esse país afora, de gente que diz que votará em Bolsonaro porque ele vai tirar de circulação o meliante, o traficante, o ladrão, etc. Para Bolsonaro, esse pessoal deve ir direto para o cemitério e não para cadeia. Querem ver o país ser destruído em poucos meses, então vote em Bolsonaro que sentirão como é ser governado por um tirano, que construiu um império como deputado federal em conjunto com seus familiares, uma vez que para eles a política é um comércio.

Texto: Ronan Almeida de Araújo é proprietário do site Giro Central e jornalista registrado no Ministério do Trabalho sob o número 431/98/RO.


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