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Artigos 16/11/2017 16:51 Fonte: Planeta Folha - por Dr. Ronan Almeida de Araújo

A estória do cavalo Ricardão - por Dr. Ronan Almeida de Araújo

No 12.11.2017, na cidade de Nossa Senhora Aparecida (SE), após dar um coice em um veículo durante a realização de uma cavalgada, o cavalo conhecido como Ricardão foi “preso” em flagrante pela polícia local e levado para a delegacia para prestar esclarecimentos à autoria policial sobre o delito por ele cometido. Após ser interrogado, a cavalo disse que estava passeando na praça central e de repente apareceu uma linda égua por nome de Rafaela. Ao se aproximar da donzela, Ricardão iniciou uma conversa com ela e entrou na sua intimidade perguntando se havia outro pretendente e se estaria disposta a ter um relacionamento sério com o interrogado. Por não ter gostado da aproximação do cavalo, a égua desferiu um coice atingindo seu abdome, do qual revidou com outro coice, que levou a égua ao desmaio. A polícia chegou ao local e conduziu o meliante até a DEPOL onde relatou os acontecimentos. Encerrado o interrogatório de Ricardão, a autoridade policial (delegado) pediu aos seus agentes que levassem o animal ao hospital para submeter-se a um exame de corpo de delito, onde o médico legista apontou que Ricardão nada sofreu. Ricardão foi reconduzido à delegacia, onde se encontra “preso” e como não teve condições financeiras de pagar fiança arbitrada em dez quilos de milho, o delegado converteu o flagrante em prisão temporária. 

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No dia seguinte ao crime praticado por Ricardão, o mesmo foi levado à autoridade judiciária para a audiência de custódia. O juiz fez 04 perguntas e todas respondidas por Ricardão. Como tinha antecedente criminal, o juiz não autorizou que o criminoso respondesse o processo em liberdade e novamente foi levado à delegacia. O animal contratou um advogado especialista em veterinária e ingressou com habeas corpus no tribunal, o que foi negado diante das circunstâncias que levaram Ricardão a cometer o crime contra a sua desafeta. Ricardão continua “preso” e deverá responder toda ação penal dessa forma, pois o elemento representa perigo à sociedade e caso seja posto em liberdade, as autoridades acreditam que Ricardão possa vingar e voltar a cometer mais crimes, pois na delegacia confidenciou para seus colegas “presos” que seu sonho é chegar até o Congresso Nacional e ao Palácio do Planalto para desferir muitos coices em deputados, senadores e também no presidente do Brasil, pois acha ele que está sendo injustiçado pelas autoridades competentes que diante de tantos desvios de dinheiro público cometidos na operação “Capim Gordura”, vários membros da quadrilha conseguiram liminar no supremo, diferentemente do que aconteceu com Ricardão, que sem se envolver em escândalo financeiro, continua “preso” como se fosse um grande corrupto brasileiro. 

Ricardão pretende levar seu caso à Corte Internacional em Haia, Holanda, para protestar das injustiças que vem sofrendo no Brasil, que segundo ele, não agem corretamente e perseguem animais sem defesa. Ricardão está numa cela de dez metros quadrados na companhia de mais vinte animais, todos elementos altamente perigosos, pertencentes ao Comando Animal Selvagem, uma organização criminal com ligação profunda com alto escalão do governo brasileiro, que goza de foro privilegiado, o que causa mais ainda revolta em Ricardão, que não se conforma com a “prisão” e quando sair da delegacia, pretende criar uma ONG que lida com animais que são contra a violência, notadamente adeptos de coice. 

Na verdade, essa história é inverídica porque o fato verdadeiro foi o já conhecido da grande maioria do brasileiro, quando Williams Francisco dos Santos, residente na cidade de Nossa Senhora Aparecida (SE), e proprietário do cavalo, se ofereceu para ser levado para a delegacia no lugar do animal, que não foi atendido, porque o seu animal deu um coice num veículo, que levou à PM da cidade a “prender” o cavalo. Essa história é verídica e ocorreu no dia 12.11.2017, fato amplamente noticiado nas redes sociais. 

Esse fato mostra a profunda diferença de dois Brasis que temos hoje: o real e o irreal. O irreal é esse do cavalo ser “preso”. O real é ver corruptos soltos, liberados por alvarás concedidos por alguns ministros, desembargadores e juízes, que estão concedendo habeas corpus a tanta gente corrupta que está levando o judiciário à desmoralização. Hoje é assim: a polícia prende e a justiça solta. Assim caminha a nação brasileira. Até quando? 

Texto: Ronan Almeida de Araújo é jornalista registrado no Ministério do Trabalho sob o número 431/98/RO.


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