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Artigos 09/11/2017 19:16 Fonte: Planeta Folha - por Prof. POLINI

A “Democracia no Brasil” - por Prof. Polini

Ao analisar a democracia brasileira, vejo que temos que nos ater não somente nas estruturas, instituições políticas, regras vigentes, mas fundamentalmente, debruçarmos na maneira como o brasileiro participa e vive a democracia.

Creio veementemente no poder da educação, e, enquanto não trazermos as questões políticas para serem discutidas, cotidianamente, nos espaços escolares com os alunos de “de todas as faias etárias”, enquanto os pais e mães, no seio familiar, não serem capazes de, por exemplo, na hora das refeições, sentar juntos em torno da mesa e dialogar de maneira franca, alegre e sadia sobre todos os assuntos, principalmente a política, não mudaremos esse país, porque, reitero de forma muito serena e convicta que, não é a estrutura, nem os candidatos, as leis, as reformas e principalmente com revoluções que irá mudar esta nação, o que precisamos mesmo é ampliarmos a consciência política do brasileiro, é o amadurecimento da consciência política que nos levará a construção de uma sociedade participativa, justa, solidaria, fraterna, igualitária, livre desta doença crônica que é a corrupção que afeta todos os setores e segmentos da nossa sociedade e não só a política como vêem diariamente. Como se fará isso? Existe outro caminho que não seja a educação “corpo a corpo”, em sala de aula?

 O Professor tem um papel muito grande neste processo e entendo que é ele o ponto fundamental desta mudança aqui enfatizada. Este não pode entrar na em sala “lascar conteúdo” como se nada estivesse acontecendo. Como saberás o que o paciente tem se não dialogares com ele e examiná-lo? E para curá-lo não basta só medicar, tem que ter algo a mais, orientar-lhe, por exemplo, uma dieta, repouso, precauções e prevenções, entre outras medidas. Só ler, escrever e somar, certamente, não é suficiente. Concordo com Descartes quando afirma que “não basta ser inteligente, tem que saber usar a inteligência”. Claro que o conhecimento é importante, mas não é a quantidade de conhecimento que fará a diferença, todavia, saber utilizar o conhecimento que tem é mais valoroso. Por isso defendo e tenho batido tanto na questão do desenvolvimento e ampliação da consciência crítica, temos que saber pensar, para fazermos boas escolhas, para atuarmos e participarmos melhor, não para ser diferente ou pensar diferente, pelo contrário, para fazer a diferença em nossa vida e em nossa sociedade de forma afetiva e efetiva. Penso como Tolstói, “antes de querer mudar o mundo, é preciso mudar a si mesmo”.

Gosto da ideia de empatia, colocar-se no lugar do outro. É como sempre falo a meus alunos, será se vocês fossem os vereadores, os deputados, os senadores, os ministros da suprema corte, o Brasil estaria melhor? Creio que não. O que os fazem acreditar que são tão diferentes deles, se vivem mentido para os professores, colando, chegando atrasados, desobedecendo as regras da escola, desrespeitando os colegas com ofensas e brincadeiras maldosas, jogam papel no chão, fazem bagunças e outros tipos de algazarras em sala de aula, imaginem o que farão com os recursos públicos?

Concluo com uma frase de Jesus, “se são fieis nas pequenas coisas, também serão nas grandes”. Assim vejo: o cidadão brasileiro tem que aprender desde muito cedo, na escola e na família, a discutir política paravir a mudar sua maneira de ser, pensar e viver, é esta a atitude necessária, a meu ver, para transformar a vida, a sociedade e a realidade da democracia brasileira.

Colaborador neste artigo:

Professor: Omério S. Carvalho – Licenciado em Filosofia.


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