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Artigos 07/11/2017 16:50 Fonte: Planeta Folha - por Prof. POLINI

Centenário da Revolução Russa - por Prof. Polini

Em diálogo as vésperas do Enem, abordamos um assunto que imaginávamos com grande expectativa que poderia estar nas questões de ciências humanas do ENEM. Por se tratar dos 100 anos da Revolução Russa e também os 500 anos da Reforma Protestante. Nesta perspectiva descrevemos em um papel e em crivo participativo resolvemos historiar com vocês. Iremos citar uma sinopse do Centenário da Revolução Russa, que neste ano é celebrado pela população russa.

 No começo do século XX em 1917, a Rússia era um país de economia atrasada e dependente da agricultura, pois cerca de 80% de sua economia estava concentrada no campo (produção de gêneros agrícolas), mas uma experiência socialista foi instalada pela primeira vez em meio a muitas incógnitas. Hoje, é narrado na história como o CENTENÁRIO da REVOLUÇÃO RUSSA, um acontecimento capital na História. E, apesar de o mundo socialista por ela criado haver desmoronado no final do período, aquele evento exerceu uma extraordinária influência na vida de centenas de milhões de seres humanos. Liderados por Lênin, a mudança que culminou para o fim do Império Russo e da dinastia Romanov, abrindo as portas para novas perspectivas.

A inspiração era baseada na obra de Marx e Engels, houve a reforma agrária em certo grau, com redistribuição de terras entre campesinos. Sindicatos assumiram controles de fábricas, fazendas passaram a produzir para a comunidade. O governo tentou igualar as classes sociais. Ainda hoje, os vestígios da época são vistos na arquitetura do Leste Europeu. As casas pré-fabricadas e blocos de arranhas-céu em série. Estátuas de Lênin, Marx e, até o menos admirado, Stálin, continuam espalhadas por cidades russas. Novas personalidades e ícones passaram a fazer parte da cultura. As primeiras teorias ficaram conhecidas pelo nome de socialismo utópico porque não pregavam a destruição do capitalismo, mas apenas sua reforma; ora, na opinião dos socialistas radicais, essa atitude era utópica, já que, para eles, o capitalismo era intrinsecamente mau, não podendo ser reformado — mas apenas destruído.

O socialismo radical encontrou sua maior expressão em Karl Marx — criador do socialismo científico ou comunismo. Para ele, o capitalismo deveria ser destruído por uma revolução armada do proletariado, o qual implantaria uma ditadura socialista. Nesta, a propriedade privada desapareceria e os meios de produção seriam coletivizados, criando o que Marx esperava fosse uma sociedade sem classes. Quando a revolução socialista se estendesse a todos os países (daí a célebre frase “Proletários de todo o mundo, uni-vos!”), seria possível suprimir o Estado e estabelecer uma sociedade inteiramente igualitária: a sociedade comunista.

Destacamos que os antecedentes para a Revolução Russa devem ser procurados na Revolução Industrial, iniciada no século XVIII, e em seus desdobramentos: formação do proletariado, prática do “capitalismo selvagem” e evolução das idéias socialistas. 
A Revolução Industrial consolidou o sistema capitalista e as relações de trabalho assalariado. Nestas, o trabalhador não tem qualquer controle sobre os meios nem sobre os instrumentos de produção, entrando no processo produtivo como mera força de trabalho não-qualificada. Tal situação, agravada pela enorme oferta de mão-de-obra existente, levou os capitalistas a explorar o proletariado de forma absolutamente desumana, configurando o que se convencionou chamar de “capitalismo selvagem”.

Para piorar, o Império Russo apresentava um extraordinário atraso em relação às demais potências européias, tais como:

Atraso econômico — A economia ainda era basicamente agrária, praticada em latifúndios explorados de forma antiquada, através do trabalho de milhões de camponeses miseráveis. A industrialização russa foi tardia, dependente de capitais estrangeiros e se restringia a algumas grandes cidades.

Atraso social — A sociedade russa era ainda mais desigual que a sociedade francesa às vésperas da Revolução de 1789. Havia o absoluto predomínio da aristocracia fundiária, diante de uma burguesia fraca e das massas camponesas marginalizadas. O proletariado russo era violentamente explorado; mas já possuía uma forte consciência social e política e estava concentrado nos grandes centros urbanos — o que facilitaria sua mobilização em caso de revolução.

Atraso político — O Império Russo era oficialmente uma autocracia (isto é, uma monarquia absoluta), com todos os poderes centralizados nas mãos do czar. Não havia partidos políticos legalizados, embora as agremiações clandestinas fossem bastante atuantes. Delas, a mais importante era o Partido Social-Democrata Russo, que em 1903 se dividiu em dois ramos: bolcheviques (marxistas radicais) e mencheviques (socialistas moderados).

À época, no entanto, o império czariano seguia o calendário juliano, 13 dias “atrasado”. Portanto, os eventos da tomada de poder dos bolcheviques, narrados no fim de outubro, na verdade, aconteceram em novembro. A partir deste ponto na história, tornou-se possível o surgimento da União das Repúblicas Socialistas Soviéticas (URSS).

Com ela, nasceu uma potência forte o suficiente para se tornar crucial na derrubada do nazismo de Adolf Hitler, em 1945, e se opor aos Estados Unidos por quase 50 anos.

Pelos professores:

Polini – Licenciado em Geografia e História

Petrônio Cesar Andrade – Licenciado em Geografia

Omério de Souza Carvalho – Licenciado em Filosofia

Daniel Alves de Almeida – Licenciado em História


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