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Politica 26/10/2017 16:34 Fonte: Planeta Folha - por Dr. Ronan Almeida de Araújo

Governo Michel Temer: Circo Orlando Orfei

A história dos Orfei teve início em 1822 quando o então seminarista Paulo Orfei conheceu uma jovem da família Massari no conservatório da cidade italiana de Ferrara. Os dois se apaixonaram e ele abandona a vida eclesiástica e decide pedir a mão da moça em casamento. Como a família se opõe, os dois fogem e se refugiam com ciganos que viajavam pela Itália. Três anos depois, em 1825, nasceu o primeiro Circo Orfei. O jovem Orlando Orfei, neto de Paulo, estreia no picadeiro aos 6 anos como palhacinho dentro das calças do irmão palhaço, que a um certo momento do esquete o retirava como se estivesse grávido. Depois disso, dos 9 aos 15 anos foi malabarista, equilibrista, ciclista acrobático e mágico aos 18 anos.

A realidade política que vivemos atualmente é semelhante à de um circo. Os atores são: Michel Temer, Sarney, Romero Jucá, Elizeu Padilha, Moreira Franco, Sérgio Cabral, Eduardo Cunha, e outros da tropa de choque do Comando Vermelho de Brasília. Nós, o povo, somos os espectadores, assistindo tudo de camarote o show dos palhaços, que nos fazem rir todos os dias, como se fôssemos todos idiotas, uns babacas que nem estão aí com a cocada branca, dessa passividade e comodidade que colocam os brasileiros os mais idiotas do mundo em matéria de conscientização política. Pensava que eram os americanos, com a vitória do louco Donald Trump, mas hoje tenho certeza absoluta que os brasileiros são as pessoas mais irracionais em relação à política nacional. Roubam todos os dias do povo e que fazemos é apenas comentários nas redes sociais, tipo: “No ano que vem, não voto em mais ninguém”. E assim por diante. 

Lembro-me quando criança que para entrar no circo de graça tinha que acompanhar os palhaços. Marcavam a gente com sinal de tinha na testa para mostrar que aquele esteve em companhia dos palhaços rodando todas as ruas da cidade e poderiam entrar no circo sem pagar.  Diziam os palhaços: “Hoje tem espetáculo”? Respondíamos: “Tem sim senhor”. À noite, íamos para o circo assistir as palhaçadas dos atores. Foi o meu melhor tempo de criança. Isso foi nos anos de.... Esqueci. Deixa para lá. Não nos interessa a época, o que temos a fazer é uma reflexão do que ocorre com o nosso país em matéria de governabilidade. Estamos assistindo um show seguido de outro. Somos todos bobos, otários, covardes e irresponsáveis porque o circo está pegando fogo e não somos capazes de usar o extintor para evitar o incêndio que está destruindo nossa pátria, que mostra ao mundo como agem os políticos brasileiros que são mestres na “escola” da bandidagem e da corrupção. As pessoas de foram morrem de rir de nós. E nós nem vergonha temos. 

No governo Dilma, o povo, em sua grande maioria, ia para rua protestar contra os “bandidos do PT”. Contra os quadrilheiros. Contra a estrela vermelha, símbolo do partido criado por Lula. Batiam panelas, ascendiam e apagavam as luzes das casas e apartamentos quando a ex-presidente usava a rede nacional de televisão para fazer algum pronunciamento à nação sobre os “escândalos da Petrobrás”. Michel Temer sempre em companhia de Dilma, planejando o golpe que foi arquitetado pela quadrilha que mencionei no início do texto. Hoje esse pessoal está no comando da nação assaltando os cofres públicos como fazem membros do PCC, explodindo caixa eletrônico para furtar dinheiro de bancos de muitas cidades brasileiras. Qual a diferença da quadrilha do PMDB com os membros do CM ou PMC? Nenhuma. Todos agem da mesma forma operante, ou seja, a primeira quadrilha utiliza como ferramenta de roubos o povo, os analfabetos, o Congresso Nacional, alguns membros de tribunais de justiça e de contas, para esconder dinheiro em mala, em instituições financeiras internacionais e lavagem de capital trocando o produto do roubo por bens duráveis, como fazenda, apartamentos, casas, terrenos, etc. A segunda quadrilha utiliza bombas, maçaricos, perfuração de túneis, explosão de carros-fortes, que só acontecem no Brasil. 

Agora que Temer se livrou dos dois processos, o país “vai voltar aos trilhos da modernidade, do progresso, das reformas de várias questões socioeconômicas, como a tributária e a previdenciária”. Será o “país mais avançado do mundo em termos de mudanças de leis”, que certamente fará da nação um grande potência mundial daqui a 300 anos ou um pouquinho mais, dependendo de nosso comportamento, porque somos ainda os bobos da corte e palhaços do picadeiro chamado Brasil, um país em decomposição, com câncer terminal, porque seus governantes não atuam como médicos e sim como açougueiros tirando o que ainda resta dos pobres para aumentar a riqueza dos grandes, que são os "líderes" da nação que são exemplo de formação de quadrilha, especializada em roubo à mão armada, pois seus comandados não sabem usar a arma de defesa (o voto) e preferem viver pactuando com o atual sistema do que imaginar um Brasil semelhante a um Uruguai, um Chile, Cuba, como exemplo de países que investiram e investem na melhor ferramenta de mudança social, a educação, diferente dos atuais governantes brasileiros, que adotam o tripé: “Fingem que pagam bem os professores, estes fingem que lecionam bem aos seus alunos, que por sua vez fingem que aprendem nas escolas públicas. A pátria educadora virou uma palhaçada. Hoje tem espetáculo? Tem sim senhor. 

Dr. Ronan Almeida de Araújo é advogado e jornalista na cidade de Costa Marques. 


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