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Artigos 05/09/2017 14:15 Fonte: Planeta Folha- por Dr. Ronan Almeida de Araújo

O Brasil que não pode acabar - Por Dr. Ronan Almeida de Araújo

É lamentável o que está ocorrendo em nosso país: notícias negativas a todo momento. A impressão que temos é que o Brasil está acabando. Será? Vejo no semblante das pessoas muita decepção do atual momento político e econômico nacional. A crise política que se arrasta desde o primeiro mandato de Dilma Rousseff está destruindo, paulatinamente, a questão financeira, isto é, os problemas advindos das brigas políticas estão causando colapso na economia brasileira. Acordamos com manchete tipo “nova operação da Polícia Federal prende mais 40 pessoas envolvidas na Lava Jato”. À noite, antes de dormir, mais notícias, tipo “pre ço da gasolina vai subir mais 4%. E assim sucessivamente, vamos vivendo nesse país que parece não ter solução. Mas será que o país está acabando?

Talvez seria necessário relembrar a história do país, desde o seu descobrimento em 1.500 até o presente momento, para entender as dimensões dessa conjuntura atual, que está infernizando a vida de mais de 200 milhões de habitantes. Desde o início, a nação é administrada e governada por pessoas que tiveram como objetivo principal aproveitar a ignorância nacional para se apropriar indevidamente da riqueza do Brasil. Os portugueses quando chegaram aqui roubaram nosso ouro, nossa madeira, nosso minério e outros bens que tínhamos e continuamos tendo, mas parece que querem continuar praticando a destruição do patrimônio nacional, com autorização do presidente de entregar  parte da Amazônia Legal para a exploração de minérios pelas mineradoras. Está havendo uma campanha nacional de brasileiros contra essa ideia de jerico de Michel Temer e parece que a sua excelência suspendeu por 180 o início da venda da reserva natural no centro da Amazônia para estrangeiros, mais precisamente para os chineses, isso em razão da grande mobilização nacional em defesa nas floresta maior do mundo.

Até onde vamos parar com tanta notícia desagradável da nossa nação? Até quando continuarmos votando errado, vendendo o nosso voto e sendo pacífico que essa situação de corrupção que envergonha a todos nós? Somos os verdadeiros culpados por tudo que está acontecendo porque não sabemos votar e quando votamos, não cobramos do eleito que nos represente com dignidade, porque preferimos promover comentários negativos das atitudes do nobre representante do que participar e cobrar as mudanças de comportamento para que suas ações sejam pela moralização da coisa pública. Somos sim também covarde porque quando votamos preocupados com os interesses pessoais, a grande maioria, pensa numa portaria, em um em prego público, para se transformar uma espécie de funcionário fantasma ganhando dinheiro do governo sem fazer nada. Somos uma sociedade egoísta, individualista e extremamente analfabeta, porque estamos compactuando que essa onda de notícias ruins e ficamos em casa assistindo tudo de camarote como se nada estivesse ocorrendo de normal no país.

Cadê os paneleiros? Cadê os cara-pintados? Cadê os que gritaram fora Lula e fora Dilma? Cadê? Cadê? Cadê? Ajude-me a encontrar alguém disposto a fazer uma campanha a começar nas salas de aula sobre a importância do voto e como devemos escolher bem nossos representantes. As mudanças do país passarão pela educação. O resto é enganação. Os brasileiros são acomodados e cobram pouco dos políticos e é por isso que estamos passando por toda essa situação de caos em todas as esferas políticas, econômicas e sociais do Brasil. Mas há chance de mudarmos o quadro atual e só precisamos nos organizar para que a união popular faça fazer seu desejo de que o país prospere e sa ia desse ostracismo que nos deixa revoltado, ante à realidade nacional adversa, que está deixando o povo sem esperança e sem vontade de protestar, brigar, se revoltar e cobrar as transformações que poderão levar a nação a ser vista como séria, progressista, que respeite as adversidades entre as pessoas, que valorize a educação e prestigie as classes mais subalternas, que são aquelas que mais sofrem com essa crise sem precedente. 

Dr. Ronan Almeida de Araújo é advogado e jornalista.   


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