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Artigos 27/08/2017 17:01 Da redação- Planeta Folha - Dr. Ronan Almeida de Araújo

A língua é o chicote do diabo - por Dr. Ronan Almeida de Araújo

Ouvi várias vezes esta expressão do meu pai. Ela quer dizer que opitamos mais em fazer comentários negativos das pessoas do que dizer palavras positivas e construtivas. É mais fácil. Difícil é você elogiar alguém e comemorar o sucesso do amigo, do vizinho ou de um parente.

A gente torce mais para o próximo "se ferrar" do que alcançar o sucesso. Somos um povo que adoramos uma fofoca, uma palavra negativa e comentários maldosos daquele que chamamos de "companheiro". Isso acontece porque vivemos numa sociedade capitalista, que é o sistema de governo que nos faz ser sempre orgulhoso, individualista e oportunista com o semelhante.

Sempre fazemos algo para levar vantagem em tudo. Quando algo vai de errado contra nós, culpamos aquele que dissemos de inimigo, um eterno concorrente de nossas vitórias.

Quem nunca disse: " Nossa, como a Cristina tem uma família linda, porém seu esposo é chato demais". Outra expressão: " Meu vizinho é uma pessoa bacana e sempre que preciso dele nunca se nega a fazer qualquer favor pra mim, mas sua mulher é barraqueira e tranqueira, sempre está azeda e é muito sem educação".

Veja que sempre existe à nossa frente a palavra PORÉM, que significa nunca estar contente com alguém. Assim caminha nossa humanidade. Poucos são aqueles que não levam uma vida com falsidade, com fingimento e com hipocresia.

Interessante que a gente sempre encontra alguém que diz assim: "Nossa, como você mudou e fiquei sabendo que comprou uma fazenda cheia de boi e só anda de caminhonete nova". Mas com certeza esse comentário positivo saiu da boca da pessoa com vontade de dizer ao contrário, como: "Legal, essa desgraça de mulher se afundou de vez, largou o marido e se juntou com um homem ligado ao crime e agora ela se arrependeu do divórcio".

Torcemos muitas vezes pela derrota do próximo porque não aprendemos corretamente o conceito de humildade, simplicidade e da bondade. Nascemos com espírito com visão de mundo do "eu sei tudo, não preciso de ninguém, não me aproximo dos outros, porque quanto mais distância deles, menos azar e complicação para o meu lado".

Não sabemos ser solidário com o próximo e quando precisamos dele é sempre para pedir um favor de ordem financeira e nunca de procurar sua companhia para somar na construção de uma sociedade mais igualitária, humanitária, cristã e bondosa.

Será possível a realização desse tipo de vida em um país onde, a grande maioria das pessoas, age contra todos e poucos se preocupam em viver fraternalmente, como as primeiras comunidades cristãs que não tinham preocupação com o dinheiro e o modo de vida deles era estar sempre ao lado do irmão como uma só família? Saibamos, portanto, viver diferente e não podemos deixar de rezar e orar para que nosso país seja construído de gente voltada às mudanças de comportamento para fazer dessa nação uma esperança para as nossas famílias.

Que assim seja. Amém.

Dr. Ronan Almeida de Araújo.


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